Pessoas infetadas com a COVID-19 podem contagiar durante 20 dias, apesar de serem mais contagiosas dois dias antes do início dos sintomas e nos cinco dias seguintes, diz um estudo publicado em novembro, no portal científico "Lancet".

A meta-análise, que partiu do estudo de outras investigações, associa a severidade da doença ao potencial de contágio: algumas pessoas infetadas, que ficam muito doentes e que têm um sistema imunitário mais fraco, conseguem espalhar a doença durante 20 dias. Já os casos mais leves, podem demorar até uma semana. 

O estudo conclui também que a deteção precoce da doença é fundamental para conter o novo coronavírus, assim como o cumprimento do isolamento: "A detecção precoce de casos, o isolamento, e a educação pública sobre o espectro da doença e o período de infecção são a chave para a contenção eficaz do SARS-CoV-2."

O resultado vai ao encontro da nova regra adotada pela Direcção-Geral da Saúde, referente ao período de isolamento: os casos ligeiros e assintomáticos deixam de estar 14 dias em confinamento, passando este período a ser de dez, "após a realização do teste que estabeleceu o diagnóstico de covid-19", diz a norma da DGS.

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A regra não se aplica, no entanto, a doentes imunodeprimidos e com sintomas mais graves: esses ficam 20 dias em isolamento, a contar a partir do dia em que os sintomas se manifestaram.

Assim, o teste negativo deixou de ser necessário para determinar o fim do período de isolamento — agora, é só preciso que se cumpram os dias de isolamento recomendados pela DGS.

Muitos países têm encurtado também os dias de isolamento. Enquanto em Espanha e nos Estados é idêntico ao de cá, em França é de sete dias e na Alemanha pensa-se em encurtá-lo para apenas cinco.

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