Um homem de 32 anos que pesa 298 quilos está internado no Hospital Frimley Park, em Inglaterra, onde os médicos lutam para lhe salvar a vida. Jason Holton foi levado para aquela unidade de saúde na sequência de vários ataques cardíacos que quase o mataram. A única forma de lhe salvar a vida é submeter Jason, no imediato, a uma dieta rigorosa para que perca peso e, assim, diminua a pressão da gordura sobre os órgãos, nomeadamente o coração e os pulmões. Mas o homem está revoltado com os médicos que lhe cortaram na comida e garante que a decisão é uma violação dos direitos humanos e garante: "Eu tenho o direito à minha comida e bebida".

Jason Holton vive na cidade de Camberley, a 50 quilómetros de Londres. Nos últimos 7 anos, apenas saiu da sua cama por duas vezes, em ambas para ser levado ao hospital, por correr risco de vida devido ao excesso de peso. Na primeira vez, em outubro de 2021, tinha atingido a marca de 317 quilos, e foram precisos 30 bombeiros e uma grua para conseguirem tirá-lo da cama e enfiá-lo numa ambulância adaptada, capaz de o transportar ao hospital. A operação durou aproximadamente 7 horas. Depois disso, Jason conseguiu perder alguns quilos e chegou aos 298. Ainda assim, em junho deste ano teve novamente de ser transportado ao hospital, o que obrigou à mesma logística com bombeiros, a grua para o içar e uma viatura médica adaptada. Foi mesmo necessário forrar o chão do quarto de Jason com colchões grossos para garantir a sua segurança, caso caísse da grua. Este último internamento surgiu depois de Jason ter tido uma série de pequenos ataques cardíacos que quase o mataram.

A operação especial com os bombeiros e uma grua para retirar Jason do quarto
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Embora, desde pequeno, tenha tido sempre, "pequenos problemas de obesidade", como explica a sua mãe, Leisa Holton, 52 anos, os problemas agravaram-se na última década. Em 2015, Jason, já com mais de 200 quilos, deixou de ser capaz de se movimentar, ficou com uma baixa médica por incapacidade (a receber dois subsídios) e não mais voltou a sair da sua cama. A sua alimentação consiste em pedidos de comida take away, sobretudo carne, batatas fritas e frango frito. Por refeição, bebe em média 1,5 litros de sumo de laranja engarrafado e 5 latas de Coca-Cola. De acordo com a mãe, gasta uma média de 35 euros por dia em pedidos de take away.

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Em junho deste ano, Jason teve então vários pequenos incidentes cardíacos, o que deixou a mãe muito preocupada. "Vê-lo a ser levantado da cama por uma grua foi muito preocupante. Os médicos disseram-me que ele podia mesmo parar de respirar por causa do peso, por isso, ver que ele não morreu deixa-me contente", disse a mãe ao Mail Online.

Só que o mais insólito aconteceu no hospital. Os médicos impuseram uma rigorosa dieta a Jason para lhe salvar a vida, só que o homem está revoltado com isso, diz que está a ser "torturado" e garante que a decisão do hospital é uma violação dos seus direitos humanos. "Eu tenho o direito à minha comida e bebida. São direitos humanos. Mas isso não me está a ser permitido", queixa-se. "Porque não me devolvem a minha comida e bebida, em vez de me dificultarem a vida? Vou ter de chamar a polícia se isto continuar, porque me sinto desidratado", ameaçou Jason, relatado pelo Mail Online.

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A mãe tem esperança de que o tratamento continue e o filho se salve. "Ele tem estado preso em casa e não consegue sair. Espero que ele mude as coisas e que se limite a comer saladas e não vá continuar a pedir comida de take-away. Espero que isto o acorde", desejou Leisa Holton.

Jason já tem problemas com excesso de peso desde pequeno
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Jason Holton está de baixa médica desde 2015, por incapacidade motora. Recebe um subsídio semanal de apoio do Estado de £398 (453€). A este valor junta mais um outro subsídio de apoio à independência pessoal de £451 (514€) mensais. Ou seja, para ficar deitado na cama a comer, Jason recebe do Estado apoios mensais que rondam os €2300.

Jason é atualmente o homem mais gordo do Reino Unido.

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