De repente, e sem perceber muito bem como, tive a minha caixa de mensagens inundada por vários convites com os mesmos tons de azul e branco para aderir a um novo serviço que, para ser diferente, pôs mais um "o" na palavra "People". Saberá certamente do que se trata, até porque, nos últimos dias, não faltou quem partilhasse o convite no Facebook e no Twitter com a proposta tentadora de poder recomendar coisas (desde restaurantes a livros) por dinheiro. Mas afinal, o que é esta coisa da Peoople, a nova rede social que parece ter conquistado os utilizadores portugueses?

Em termos muito simples, é uma espécie de Pinterest na medida em que pode guardar e agrupar várias imagens em álbuns que servem também como as suas recomendações.

Ou seja, pode criar um álbum só com as suas séries favoritas, com os melhores restaurantes da sua cidade ou com os livros que mais lhe deram prazer ler nos últimos meses. A diferença é que, ao contrário do Pinterest, aqui as suas recomendações valem dinheiro consoante o número de interações que geram.

E a enchente de convites a serem partilhados nas redes sociais aconteceu porque um dos requisitos para se começar a fazer dinheiro na plataforma é conseguir atrair cinco amigos ao serviço. Depois disso, precisa apenas de continuar a usar a aplicação por cinco dias, publicar uma fotografia no seu perfil, criar dois álbuns públicos com recomendações, dar 20 gostos a álbuns de outros utilizadores e angariar dez seguidores.

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Parece complicado, mas é precisamente essa série de passos que lhe vai permitir subir para o nível de influenciador e ganhar acesso à carteira virtual na qual fica armazenado todo o dinheiro que for ganhando. Tudo isto de forma segura ou, pelo menos, é o que garantem os termos e condições do serviço.

Embora haja outros dois níveis, com vários requisitos e o dobro das recompensas, a ideia base da app passa por tentar que as suas recomendações ganhem muitas interações para que possa receber dinheiro.

E porque a receita da Peoople decorre dos vários acordos que tem com outras marcas e empresas, essa contabilização faz-se da seguinte forma: sempre que recomenda um produto ou um restaurante, e outro utilizador compra ou faz uma reserva pela app, a sua carteira virtual recebe o dinheiro dessa interação. Mas se só receber gostos ou vir que outros utilizadores guardaram as suas recomendações, não desespere. Isso também vale dinheiro.

O montante, claro, vai depender do nível em que o seu perfil estiver. Mas quanto maior for o nível, maior a recompensa — embora a empresa não diga, exatamente, quanto paga pelos vários tipos de interação elegíveis para recompensa.

Apesar disso, o dinheiro não chega de forma imediata após cada interação e os programadores da aplicação já fizeram saber que o sistema carrega as carteiras virtuais dos utilizadores cerca de duas a três vezes por semana. Todo o dinheiro que receber fica na carteira virtual até chegar aos 10€. A partir desse montante pode transferir a quantia que quiser para a sua conta normal e utilizá-lo livremente.

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A empresa diz que o seu algoritmo de pagamento foi desenvolvido com base na tecnologia de inteligência artificial para poder verificar que os utilizadores a quem vai pagar são, de facto, pessoas reais. Isto serve para desencorajar aqueles que tentem criar contas falsas para fabricar interações e enganar o sistema. Caso o software da Peoople identifique atividade suspeita ou fraudulenta, a conta pode ser suspensa ou a remuneração ser prejudicada no seu perfil principal.

Depois de ter sido lançada em 2018 em Espanha, onde ganhou o prémio de Melhor App de Rede Social, e se ter expandido para o México, chegou agora a Portugal e já está disponível, de forma completamente gratuita, para telemóveis Android e iPhone.

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