Nós conhecemos bem essa sensação. Entram os créditos, fecha lentamente a tampa do computador, se estiver na sala não tem outro remédio se não pegar no comando e carregar no botão para desligar. Enquanto tenta digerir tudo o que aconteceu no fim da temporada, um sentimento de vazio começa a tomar conta de si. Depois de meses a acompanhar todas as semanas mais um episódio, acabou. C’est fini, não há mais série para ver.

A espiral depressiva que acompanha o término de mais uma série que devorámos loucamente pode ser complicada. E se já teve oportunidade de ver "The Morning Show", a série da Apple TV que acompanha a história de um programa de televisão apanhado no escândalo #MeToo, é provável que esteja a sentir que nunca mais vai ver nada de jeito. Não é verdade, mas temos o comprimido perfeito para ajudá-lo a ver a luz ao fundo do túnel mais rapidamente. Qual? Um novo vício, pois claro.

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"The Newsroom", "Mad Men", "Great News" ou até "he Wire". Não são apenas boas séries, são alternativas excelentes para quem ainda está a ressacar do fim de "The Morning Show". Com uma premissa mais ou menos semelhante, são excelentes sugestões para acabar com o sentimento avassalador de perda. Há esperança, não se preocupe. Quanto a "The Morning Show", é provável que a segunda temporada chegue em novembro, apesar de ainda não ter sido divulgada nenhuma data de estreia oficial.

1. "The Newsroom" (8,6/10)

É uma alternativa óbvia para quem chegou ao fim de "The Morning Show". A série de Aaron Sorkin para a HBO acompanha a estação fictícia Atlantis Cable News e, tal como a série da Apple TV, tem por base acontecimentos mediáticos que marcaram a atualidade — neste caso, entre 2012 e 2014. A discussão audiências Vs. qualidade é constante ao longo das três temporadas de uma série que tem 8,6 em 10 no IMDb.

Disponível na HBO e Amazon Prime.

2. "The West Wing" (8,8/10)

Antes de "The Newsroom", Aaron Sorkin estreou-se na televisão com "The West Wing", um drama político de 1999-2006 que permanece atual até hoje. Na altura em que chegou à NBC, os Estados Unidos ainda superavam o impeachment a Bill Clinton, e de seguida a inesperada vitória de George W. Bush. A série com 8,8 em 10 no IMDb segue o presidente fictício Josiah "Jed" Bartlet (Martin Sheen) e a sua equipa enquanto tentam equilibrar a política e as suas vidas pessoais.

Para já a série não está disponível em nenhum serviço de streaming a operar em Portugal.

3. "Mad Men" (8,6/10)

A série de Matthew Weiner pode não ter nada que ver com as notícias da atualidade — até porque se passa na década de 1960 —, mas é definitivamente tão dramático e intenso como "The Morning Show". Com um total de sete temporadas disponíveis da Netflix, "Mad Men" mostra a realidade de uma agência de publicidade numa época em que o negócio era tão perverso como glamouroso. Tem 8,6 em 10 no IMDb.

4. "Sharp Objects" (8,2/10)

Tal como Jennifer Aniston e Reese Witherspoon em "The Morning Show", Amy Adams também interpreta o papel de uma jornalista em "Sharp Objects". E acabam as semelhanças: a série disponível na HBO é um verdadeiro thriller psicológico, e acompanha a história de uma repórter de crime que regressa à sua cidade natal para investigar os homicídios de duas crianças.

Porque é que vale a pena? Tem a quantidade perfeita de elementos aditivos para o fazerem esquecer "The Morning Show" por uns tempos. Infelizmente, o novo vício é uma minissérie com apenas oito episódios. Disponível na HBO, tem uma nota de 8,2 em 10 no IMDb.

5. "Great News" (7/10)

A comédia alegre e descontraída de "Great News" pode ser a transição perfeita depois de uma série pesada como "The Morning Show". Escrita pela criadora do "30 Rock", Tracey Wigfield, e produzida por Tina Fey, que também entra na série, "Great News" acompanha a vida de uma produtora de notícias que de repente tem a mãe como estagiária na redação. Disponível na Netflix, tem 7 em 10 no IMDb.

6. "The Wire" (9,3/10)

Se não está pronto para conteúdos leves, "The Wire" é a série intensa que vale a pena ver de seguida. Inspirada nas experiências reais do criador David Simon, ex-jornalista de crime para o jornal "The Baltimore Sun", a série acompanha o mundo do crime em Baltimore. Considerado por muitos como a melhor série de todos os tempos, é honesta e muitas vezes moralmente ambígua no que diz respeito ao relacionamento da cidade com a polícia.

As cinco temporadas estão disponíveis na HBO. Quanto à nota no IMDb, é impressionante: 9,3 em 10.

7. "The Loudest Voice" (7,9/10)

A ascensão e queda de Roger Ailes é a transição perfeita para quem acabou de ver "The Morning Show". Mais uma vez, o assédio sexual no local de trabalho marca o tom da série, que é inspirada em factos verídicos. Os sete episódios estão disponíveis na HBO — e quando começar a ver, sim, é Russell Crowe. E sim, ele está incrível. Nota: 7,9 em 10 no IMDb.

8. "Fleabag" (8,7/10)

Se se sentiu conquistado por personagens femininas fortes e honestas, "Fleabag" é a escolha óbvia para ver a seguir. A trama gira em torno de uma mulher que tenta lidar com todas as frustrações e dificuldades da vida agitada em Londres, ao mesmo tempo que tenta superar uma recente tragédia. Cómico, dramático, às vezes até um pouco incómodo de tão cru que é. Disponível na Amazon Prime, tem 8,7 em 10 no IMDb.

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