Esta quinta-feira, 25 de junho, o provedor da RTP e a Entidade Reguladora para a Comunicação Social receberam várias queixas de telespectadores a dar conta de um episódio em específico da série “Destemidas”, da RTP2. O episódio em questão tem como protagonista Thérèse Clerc, uma ativista francesa precursora da legalização do aborto em França, do feminismo e da homossexualidade.

No episódio número 19, Clerc vê-se numa família católica e conservadora. Os ensinamentos que lhe são passados consistem na imagem da mulher como um objeto e que tem de ser virgem até ao casamento. Aos 42 anos, descobre o ativismo. Desde aí que defende o aborto e o uso de contracetivos. “O meu corpo pertence-me a mim” é o mote deste episódio.

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Para além disso, a ativista também percebe que não é apenas o corpo que é dela. Mas também a vida. Sai de uma família conservadora, vai viver junto de outra mulher com os filhos e começa a fazer abortos ilegais para aquelas que assim o desejam. Em França, o aborto torna-se legal em 1975.

A série, que teve de ser retirada da plataforma Zig Zag e passar para o RTP Play, também conta com outras mulheres que estavam à frente do seu tempo. É o caso de Naziq Al-Abid, que desde cedo criticou o Império Otomano na Síria e a ocupação francesa.

Assim como Nellie Bly, uma jornalista de investigação que expôs as atrocidades feitas num hospital psiquiátrico. Foi também a primeira jornalista correspondente na Primeira Guerra Mundial. Ou Temple Grandin, uma mulher autista que revolucionou a forma como os animais eram tratados nos Estados Unidos da América. Estes são apenas alguns exemplos das mulheres retratadas na série.

“Destemidas” é uma adaptação da obra literária “Culottées” (“Atrevidas”, em português) e escrita por Pénélope Bagieu. A sua adaptação televisiva foi feita pela France Télévision e já recebeu vários prémios por todo o mundo. Para além da RTP, foi comprada por outras estações de televisão, assim como a italiana RAI.

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