Irene Montero é ministra da Igualdade de Espanha e é uma das 78.797 pessoas infetadas naquele país. O que é estranho nesta história é o facto de o vírus ter sido detetado a 12 de março, Irene Montero passou por uma quarentena de duas semanas, e após esse período fez novo teste e voltou a dar positivo. Mas afinal o que é que se passou aqui?

A notícia foi dada este sábado à noite, 28 de março, através de uma mensagem por WhatsApp transmitida aos jornalistas que acompanham o Ministério da Igualdade espanhol: "Boa noite. Depois de passar os dias de quarentena estabelecidos pelos protocolos de saúde, a ministra da igualdade, Irene Montero, testou novamente positivo para a COVID-19", dizia a mensagem, que informava ainda que a ministra está bem e vai continuar a trabalhar a partir de casa.

Durante a quarentena, Irene não saiu à rua e não esteve em contacto com ninguém — exceto com o parceiro e terceiro vice-presidente do governo espanhol, Pablo Iglesias Turrión. E aqui pode já estar uma das causas. Pablo Iglesias Turrión teve de sair de casa para cumprir deveres, cumprindo, no entanto, com as indicações de segurança decretadas pelo governo, mas pode ter sido aí que contraiu o vírus e transmitiu-o à ministra. Esta é uma das hipóteses colocadas pelo jornal "El Espanõl", mas há mais.

"Será, talvez, porque o primeiro teste que realizaram não era fiável, como os 650 mil devolvidos pela Health à empresa Bioeasy que, apesar de ter a marcação CE e poder comercializar em Espanha, parece que não enviou produtos em boas condições", questiona o jornal.

Há ainda uma terceira hipótese: não há ainda certezas de que o vírus não se manifeste 14 dias depois do período em que se prevê o desenvolvimento de sintomas de COVID-19. Um estudo publicado no "The New England Journal of Medicine" sustenta que a observação médica deve ser mantida mesmo depois dos 14 dias que passam desde o diagnóstico da doença e outras investigações, ainda não reveladas, estão a analisar a possibilidade de estender a quarentena mais uma ou duas semanas depois do 14.º dia de isolamento para garantir a segurança pública.

O reaparecimento do COVID-19 em Irene Montero também aconteceu com a ministra de Política Territorial e da Função Pública, Carolina Darias. Além destes dois casos, outras pessoas voltaram a dar positivo depois da realização de dois testes com resultado negativo, tal como revelado pelo virologista Florian Krammer, do Hospital Mount Sinai, em Nova Iorque.

O especialista refere que foram registados vários casos de reinfecção e por isso mesmo usou o Twitter para fazer um alerta. "Os testes de acompanhamento podem tornar-se positivos após alguns testes negativos, por exemplo, porque a amostra foi melhor", refere .

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