Ao fim de quase dois anos de parceria, a MAGG saiu do universo Observador e começou em 2020 um novo caminho, fora de qualquer grupo de comunicação. Esta decisão, acreditamos, possibilitará à MAGG uma maior autonomia e agilidade que permitirão que o projeto cresça de forma mais rápida e sustentada, em termos financeiros e de audiência. Ao mesmo tempo, a MAGG criou uma nova agência de gestão de influenciadores digitais, fechou um acordo comercial e de parceria com o SAPO e vai lançar dois novos projetos editoriais. Tudo a acontecer neste primeiro semestre do ano.

É certo que se lê a MAGG com regularidade terá percebido que a nossa imagem mudou. Ao fim de quase dois anos de vida, a MAGG apresenta esta terça-feira, 4 de fevereiro de 2020, um novo layout do site, mais moderno, com mais zonas de clique, mais intuitivo e que cruza duas áreas em que iremos trabalhar, a de conteúdos jornalísticos e conteúdos produzidos por uma rede de influenciadores digitais, um novo projeto que será explicado mais à frente. Também poderá ter reparado que o nosso endereço passou de magg.pt para magg.sapo.pt, resultado de uma parceria entre a MAGG e o SAPO, que também iremos abordar neste artigo.

O projeto da MAGG foi lançado a 20 de fevereiro de 2018, com o objetivo de assumir a liderança digital no segmento feminino, onde existiam já títulos muito fortes e de enorme relevância e notoriedade como a "Vogue", a "Máxima", a "Elle", a "Women’s Health", o "Delas" ou a "Saber Viver", entre outros. Ao fim do primeiro ano, a MAGG registava já uma média de 2 milhões de visitas, com perto de 10 milhões de pageviews mensais, números que lhe garantiam a liderança destacada do segmento.

Quase a completar dois anos, a MAGG praticamente duplicou estes números e fechou o ano de 2019 com uma audiência de perto de 4 milhões de visitas mensais (1,9 milhões de visitas únicas) e 20 milhões de visualizações de páginas, o que reforçou ainda mais a posição de líder da MAGG no segmento feminino.

Do ponto de vista financeiro, o objetivo do projeto foi sempre o de, fruto da parceria com o Observador, poder atingir o break-even (igualar custos e receitas), e começar a dar lucro, quase a partir do primeiro mês de vida. De então para cá, e à exceção dos meses em que a MAGG ainda não tinha sido lançada, as receitas comerciais suplantaram sempre os custos da equipa, o que nem sempre significou que a empresa tivesse dado lucro, já que os custos operacionais (que incluem os fees a pagar aos sócios e as despesas normais de manutenção de uma empresa) e os custos partilhados com o Observador ficaram, algumas vezes, acima das receitas totais. "Esta é uma situação absolutamente normal em qualquer empresa instalada no mercado, sobretudo na área de media, mais ainda em digital. Situação ainda mais normal num projeto que ainda não completou dois anos de vida, e que necessita, como é natural, de um esforço de investimento dos sócios, o que no caso da MAGG nem sequer foi um esforço particularmente pesado, mas apenas pontual", disse Ricardo Martins Pereira, publisher da MAGG.

“Quando iniciámos esta parceria, era obviamente minha expetativa de que a partilha de custos e as sinergias entre projetos pudessem vir a ser muito vantajosas para a MAGG. E efetivamente foram-no, numa primeira fase, porque permitiram que o projeto crescesse rapidamente, e que tivesse acesso a meios que dificilmente seriam comportáveis para um projeto que está a começar”, acrescentou Ricardo Martins Pereira, agora único responsável pela empresa detentora da MAGG. “No entanto, e apesar de haver um acordo de sinergia de publicações (MAGG e Observador), estas muitas vezes não funcionavam, o que prejudicou o crescimento da MAGG". Com o fim da parceria, que os dois projetos podem crescer de forma autónoma e com menos custos. “O meu objetivo principal foi o de assegurar todos os postos de trabalho dos nossos jornalistas, videógrafos, designers e gestores de projeto. E isso foi conseguido. A nossa ambição, agora, passa por continuar a fazer crescer a MAGG em termos de audiência e aumentar as receitas, diversificando-as. Com o atual modelo de negócio, conseguimos investimento em publicidade tradicional, branded content, em produção de conteúdos para empresas e influenciadores, gestão de redes sociais, consultoria digital, e gestão de influenciadores digitais. Se continuarmos todos a achar que os órgãos de comunicação social podem viver dos modelos tradicionais de publicidade, então, estamos a caminhar para o abismo”.

A negociação de compra da MAGG foi iniciada em setembro de 2019. O Observador e o sócio no projeto da MAGG, Ricardo Martins Pereira, iniciaram conversações no sentido de fechar uma compra por parte do sócio da totalidade das quotas da empresa. No final do ano passado, houve finalmente um acordo, e a empresa O Bandido Maneta LDA, detida por Ricardo Martins Pereira, passou então a deter 100 por cento da Creative Ninjas LDA, empresa detida até então em 70 por cento pelo Observador e 30 por cento por O Bandido Maneta LDA.

“O princípio de acordo foi facilmente conseguido, e foi vantajoso para ambas as partes. Não houve qualquer zanga ou conflito e a MAGG e o Observador continuam abertas a colaborações e parcerias pontuais entre os projetos”, esclareceu Ricardo Martins Pereira.

Parceria comercial com o SAPO

O fim da parceria com o Observador levou a que a MAGG se tivesse juntado ao maior parceiro de conteúdos digitais em Portugal, o SAPO. Desde final do ano passado, que a empresa do grupo Altice tem a responsabilidade de comercializar publicidade para a MAGG, bem como fechar projetos de conteúdos editoriais. “Se excluirmos os gigantes mundiais Google e Facebook, o Sapo é, há muitos anos, o maior aglutinador de investimento comercial em digital em Portugal. Por outro lado, a rede SAPO permite que os conteúdos da MAGG ganhem ainda mais alcance e cheguem a novos públicos, o que, para nós, só traz vantagem. É um orgulho para a MAGG fazer parte da maior rede de criadores de conteúdos em Portugal, e de trabalhar com um parceiro com o prestígio e qualidade do SAPO”, referiu Ricardo Martins Pereira.

Vêm aí dois novos projetos editoriais

Mas as novidades não se ficam por aqui. Ainda neste primeiro trimestre do ano, a Creative Ninjas, empresa detentora da MAGG, irá lançar dois novos projetos editoriais. “Ainda não podemos revelar muito, mas é algo em que já estamos a trabalhar há mais de um mês. Vão nascer duas novas revistas digitais, que terão sinergias naturais com a MAGG e com os parceiros envolvidos. O conceito é diferente daquilo que existe em Portugal, bem como a voz a usar, o tom, a escrita, as abordagens editoriais. Estamos a começar já a fase de testes do primeiro desses projetos, que deverá ser lançado em março. O segundo, que terá um conceito semelhante, mas com áreas de influência diferentes, deverá ser lançado em abril”, revelou Ricardo Martins Pereira. Estes dois novos projetos vão ter conteúdos multimédia em texto, fotos, vídeos, podcasts, com um olhar mais divertido sobre a vida e o que nos rodeia.

MAGG cria uma nova agência de marketing de influência

Em maio de 2019, a MAGG e o Observador trabalharam na criação de um projeto de influenciadores digitais chamado Blue Pumpkin. O objetivo foi o de criar conteúdos para marcas com figuras com forte presença nas redes sociais e aumentar a audiência desses mesmos conteúdos usando o poder de alcance dos influenciadores. A Blue Pumpkin realizou dezenas de campanhas cruzadas entre a MAGG, o Observador e algumas influenciadoras de topo, como Isabel Silva ou Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce). Este projeto, criado por Ricardo Martins Pereira, passa agora a fazer unicamente parte do universo MAGG e vai ter um novo nome, a MAGG Agency.

“A MAGG Agency surge como uma resposta a uma necessidade evidente do mercado. O crescimento do investimento em influenciadores digitais levou a um necessário estrangulamento do financiamento tradicional dos órgãos de comunicação social, digitais ou não. O bolo da publicidade não cresceu, ele apenas passou a ser dividido em muito mais fatias. Uma das formas de os meios de comunicação continuarem a poder pagar as suas contas é o de entenderem de que forma podem ir buscar rendimentos nesta nova conjuntura, e a MAGG Agency é uma resposta a esse problema”, explicou Ricardo Martins Pereira.

A MAGG Agency faz a gestão de conteúdos e de parcerias comerciais de alguns influenciadores de topo, como Ana Garcia Martins (A Pipoca Mais Doce), Isabel Silva, Catarina Gouveia ou Alice Trewinnard. Mas vêm aí novidades. “Estamos neste momento em negociações muito avançadas com duas outras influenciadoras que, em conjunto, têm mais de 1 milhão de seguidores no Instagram, e que têm um perfil que nos interessa trabalhar”, explicou Ricardo Martins Pereira.

A MAGG Agency não é uma simples agência de influenciadores. “Há várias coisas que diferenciam a MAGG Agency. Para começar, é a única agência que detém, também, um órgão de comunicação social, o que permite fazer parcerias comerciais cruzadas entre um meio de informação e um ou vários influenciadores digitais. Por outro lado, a MAGG Agency não se limita a vender publicidade para os influenciadores, antes, ajuda-os a definir uma estratégia digital global, trabalha o seu posicionamento, ajuda-os na produção de conteúdos (textos, copies, vídeos, fotos), mas, sobretudo, trabalha para que os nossos agenciados sejam felizes e estejam totalmente focados em fazer aquilo que fazem melhor: produzir os seus conteúdos com o máximo de qualidade. “Se um agenciado nosso nos disser que quer uma televisão nova para a sala, que quer umas férias na Tailândia ou redecorar a sua sala, vamos à procura de parceiros que possam trabalhar connosco nesta parceria, mesmo que isso não represente dinheiro para a agência. No fim do dia, acreditamos que isso nos ajuda a criar uma relação especial com quem trabalha connosco, e isso é o mais importante”.

O projeto da MAGG Agency conta para já com três gestoras de projeto, um designer e três produtoras de conteúdo. Partilha, depois, sinergias com a MAGG na área da fotografia, vídeo ou social media.

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