1.534.792. Até à data, é este o número de ucranianos que se veem reféns de uma guerra em que não escolheram participar. A CNN Portugal já avançou que, em menos de 15 dias, a invasão russa à Ucrânia já gerou mais refugiados do que dois anos de conflito na Síria — e o cenário tem vindo a agravar-se a cada dia de passa.

Para os que ainda permanecem na Ucrânia, o principal objetivo é sobreviver; para os restantes, já em segurança, encontrar formas satisfazer necessidades básicas. Abrigo, roupa e cuidados médicos são essenciais para garantir o bem-estar de todos aqueles que já conseguiram ultrapassar a fronteira de países vizinhos, mas garantir alimentos para todos continua a ser prioridade. E é precisamente aí que o chef Chakall vai entrar em ação.

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No sábado, 5 de março, teve a ideia. Esta terça-feira, 8, arranca viagem. Com uma carrinha de 9 lugares e dois amigos a bordo, o chef argentino explica que vai ajudar o povo ucraniano com recurso àquilo que melhor sabe fazer: cozinhar. 

À MAGG, Chakall conta que já está em contacto com a UNICEF e que parte com o objetivo de montar uma tenda de refeições em território poláco, junto à fronteira com a Ucrânia. Leva alimentos suficientes, diz, para 5 mil refeições e 5 mil sobremesas e só regressa quando a comida acabar.

"Vou oferecer uma coisa simples, mas reconfortante: um prato quente", começa por dizer. "Há pessoas que passam dias a caminhar e a comer comida fria e pensei que um prato quente é sempre bem-vindo", acrescenta.

"Qualquer gesto vale a pena"

Na ementa, explica, constam duas opções, que vai repetir até acabarem os recursos: feijoada e arroz doce — sendo que este último vai mesmo funcionar como um "miminho", pensado principalmente para reconfortar as crianças.

"Qualquer gesto vale a pena", garante. "No final, são 10 mil refeições, 5 mil pratos de feijoada e 5 mil de arroz doce, que vão fazer uma pequena diferença, espero", diz. E uma coisa é certa: para lá, a carrinha vai cheia, mas o objetivo é esvaziá-la para trazer refugiados em segurança para Portugal. "Por isso é que quis mesmo uma carrinha grande", explica.

"Levamos 800 mantas, 200 quilos de arroz, carne, tanta coisa", avança Chakall, com a ressalva de que foram várias as marcas que contribuíram para o efeito. À MAGG, explica que chegou a receber mais de 1500 de mensagens nas redes sociais, não só de quem precisa de ajuda, mas de quem se prontifica a ajudar. E admite: "uma vez na vida, as redes sociais foram úteis".

"As mensagens que recebo são arrepiantes", mas "o espírito português é maravilhoso e, juntos, vamos ajudar", garante.

Neste sentido, Chakall parte também com o objetivo de documentar a viagem e, a partir desta terça-feira, 8, vai mesmo poder acompanhar alguns dos momentos — no caso, através do Instagram e Facebook do chef.  Esta é a forma eleita pelo chef argentino para apoiar as vítimas da guerra, mas toda a ajuda é necessária. Informe-se e escolha a melhor forma de fazer a diferença.

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