Israel teve protestos em cerca de 30 pontos do país esta quarta-feira, 19 de agosto, depois de uma jovem de 16 anos ter sido violada por um grupo de três dezenas de homens. O caso aconteceu na cidade de Eilat e causou uma onda de revolta na nação israelita, que saiu para as ruas para denunciar a situação crítica de perigo das mulheres no país, e exigir soluções ao governo.

A jovem israelita terá sido envenenada com alguma substância, sendo depois violada por um grupo de 30 homens num hotel em Eilat. De acordo com o jornal "The Times of Israel", a vítima comunicou às autoridades que um dos atacantes a contactou no dia a seguir ao crime. "Disse-me que tinha vídeos [da violação] e perguntou-me se eu queria que ele os enviasse para mim, mas não consegui aguentar", reportou a jovem de 16 anos.

O testemunho da vítima explica que os homens a colocaram num quarto de hotel e "pacientemente se revezaram", violando-a. O hotel contesta a história e afirma que não encontra provas do assalto. "Ninguém sabe pelo que passei, como é que me podem julgar desta maneira e fazer-me perguntas?", refutou a rapariga israelita.

O caso suscitou raiva em todo o país e culminou nos protestos desta quarta-feira. Alguns dos manifestantes levaram cartazes onde se lia "eu acredito em ti" e "não estás sozinha. O argumento dos protestos salienta que as mulheres têm direitos sociais muito limitados em Israel, que este "não é um caso isolado" e que as vítimas têm muito medo de falar.

Os manifestantes também criticaram a falta de ação do governo israelita em casos de abuso sexual e afirmaram que os programas de prevenção da violência sexual carecem de financiamento estatal. Também reforçaram a necessidade de ensinar as crianças a evitar tais comportamentos, e apelaram a "políticas governamentais que dêem prioridade ao financiamento de causas sociais e à educação para prevenir a violência baseada no género".

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