"Na Sombra", o livro de memórias do príncipe Harry, chegou às livrarias a 10 de janeiro. Desde então, muita tinta correu sobre as revelações que foram feitas nesta obra, que vão da obsessão com o próprio pénis às mortes pelas quais foi responsável no Afeganistão, quando lá esteve entre 2012 e 2013. É precisamente este último tópico que está na base da revolta de Andrei Molodkin, um artista que vai vender algumas cópias do livro do príncipe, repletas de sangue.

A confissão de que terá matado 25 combatentes talibãs, enquanto serviu como piloto de um helicóptero militar no Afeganistão, levou Andrei Molodkin, enfurecido, a criar esta versão alternativa de "Na Sombra", intitulada "Blood Money". Isto porque Harry se referiu às vidas que ceifou naquele país, onde estava pela segunda vez, como "peças de xadrez" eliminadas do tabuleiro.

"O príncipe Harry gaba-se de matar os talibãs como se fossem vilões num videojogo", começa por afirmar o artista russo, citado pela "Sky News". Depois, acrescenta que o filho de Carlos III fá-lo para conseguir "vender a triste história sobre o seu abuso de drogas" e "aventuras sexuais", como se de uma justificação para esses atos se tratasse.

Mulher "mais velha" com quem Harry perdeu a virgindade quebra o silêncio. "Durou apenas 5 minutos"
Mulher "mais velha" com quem Harry perdeu a virgindade quebra o silêncio. "Durou apenas 5 minutos"
Ver artigo

As obras, que estão repletas de sangue que foi doado ao artista, poderão ser adquiridas a partir de 2 de maio, numa organização em Kennington, Reino Unido, quatro dias antes de Carlos III e a Camilla serem coroados, a 6 de maio. Molodkin vai vender cada um dos simbólicos 25 exemplares a 8 mil libras (cerca de 9.036 euros) – e a totalidade da quantia arrecadada vai reverter para instituições de solidariedade afegãs.

Não é a primeira vez que Andrei Molodkin se insurge contra esta particularidade da carreira militar de Harry. No passado mês de março, o artista utilizou mais de um litro de sangue para construir uma escultura, intitulada "Royal Blood" [sangue real, em português], que projetou na Catedral de São Paulo, em Londres. Todo o sangue foi doado por afegãos do Reino Unido e de França, tendo sido auxiliado por uma enfermeira.

E é porque já cumpriu serviço militar no exército soviético que o artista é tão crítico em relação a crimes de guerra. Por exemplo, tendo a guerra da Ucrânia como mote, também foi responsável por construir uma escultura com uma imagem de Vladimir Putin coberta de sangue – tendo este sido doado por combatentes ucranianos.

As coisas MAGGníficas da vida!

Siga a MAGG nas redes sociais.

Não é o MAGG, é a MAGG.

Siga a MAGG nas redes sociais.