Um casal em Taiwan tornou-se notícia ao ter casado, em 2020, um total de quatro vezes, com três divórcios pelo meio, para ter direito a mais dias de férias por parte da entidade empregadora para a qual prestava serviços.

A explicação é simples: Taiwan é um dos poucos locais no mundo em que os cidadãos recém-casados têm direito a uma espécie de licença pós-matrimónio — permitindo-lhes estar fora do trabalho por um período de tempo, sempre com o salário assegurado.

O primeiro matrimónio consumou-se a 6 de abril e foi rompido poucos dias depois, a 16. No dia seguinte, voltaram a casar, escreve o "The New York Times", citando documentos emitidos pelo banco, o empregador, que tem a responsabilidade de autorizar a licença de matrimónio para que os trabalhadores continuem, mesmo que fora do local de trabalho, a receber o seu salário.

O casal divorciou-se a 28 de abril e voltou a casar a 29. O terceiro divórcio sucedeu a 11 de maio, e os dois voltariam a casar a 12. Nessa última tentativa, foram descobertos.

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O banco recusou o pedido de um deles referente a férias pagas e denunciou a situação à entidade reguladora do trabalho depois de ter sido multada pela própria por ter concedido o mesmo benefício por diversas vezes.

O esquema, porque é disso que se trata, gerou um enorme debate público acerca da facilidade de subverter o sistema em vigor. "Ainda que os meus colegas tenham estudado seriamente as leias laborais, nunca pensámos chegar a este momento", explicou Chen Hsin-Yu, responsável pelo departamento de Direito Laboral em Taiwan, à mesma publicação.

Depois de o caso ter sido exposto na imprensa, o homem foi despedido por ter abusado da lei e dos direitos que lhe eram concedidos. Já sem trabalho, voltou a contactar a entidade empregadora alegando que esta ainda lhe devia um total de 24 dias de férias que, até à data da sua saída, não tinham sido pagas.

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