No segundo fim de semana de janeiro mais dois elefantes foram encontrados mortos no Sri Lanka. Só nos últimos oito anos morreram cerca de 20 elefantes por comerem grandes quantidades de lixo plástico enquanto se tentam alimentar num aterro da vila de Pallakkadu, distrito de Ampara, cerca de 210 quilómetros a leste da capital, Colombo.

"Polietileno, embalagens de alimentos, plástico e água foram as únicas coisas que pudemos ver nas autópsias. A comida normal que os elefantes comem e digerem não era evidente", revela o veterinário da vida selvagem Nihal Pushpakumara, citado pelo "Daily Mail".

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Os animais, famintos, recorrem aos aterros a céu aberto (existem cerca de 54 no país) perto das zonas de vida selvagem onde andam cerca de 300 elefantes. Muitos deles acabam por consumir "plástico e objetos pontiagudos que danificam os seus sistemas digestivos", diz o especialista.

“Depois, os elefantes param de comer e ficam demasiado fracos para manter os corpos pesados ​​em pé. Quando isso acontece, não conseguem consumir comida ou água, o que acelera a sua morte", continua.

A degradação do habitat natural destes animais tem vindo a aumentar ao longo dos últimos anos e, de acordo com dados de um censo realizado no Sri Lanka, o número de elefantes diminuiu de cerca de 14 mil no século XIX para seis mil em 2011.

Há cinco anos, o governo do Sri Lanka anunciou algumas medidas para evitar o risco de exposição de lixo plástico aos elefantes — entre elas a reciclagem do plástico e a colocação de cercas elétricas em redor dos aterros —, no entanto, até ao momento, nenhuma das medidas foi posta em prática.

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