A invasão russa à Ucrânia já se arrasta há 73 dias. Sem previsão de cessar-fogo ou de negociações de paz no horizonte, a nação de Volodymyr Zelensky já deixou claro que toda a ajuda estrangeira é bem vinda. No entanto, agora, sabe-se que a possibilidade recompensar monetariamente militares estrangeiros para missões específicas em terreno ucraniano já está em andamento.

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Já há militares portugueses a ponderar partir para combater na Ucrânia, depois de se terem cruzado com um anúncio de uma empresa privada que lhes despertou a atenção. Falamos de uma, mas, de acordo com o jornal "Expresso", há várias empresas a funcionar neste sentido. Denominam-se no meio de Private Military Contractor (PMC) e procuram contratar militares estrangeiros para missões em cenários de guerra.

E a premissa é simples: quanto mais arriscada e perigosa a missão, mais bem paga, podendo oscilar entre os 65 e os 200 mil euros por ano, avança o "Correio da Manhã".

"Mais de dez" portugueses já terão ponderado alistar-se

Recentemente, uma destas empresas publicou um anúncio numa plataforma de recrutamento militar online a oferecer entre mil a dois mil dólares por dia (cerca de 1896€), mais bónus, a militares e ex-militares com "mais de um ano de experiência" em cenários de guerra e com conhecimento e destreza suficientes para manusear "armas da era soviética". No título da missão lia-se: "extração/agentes de segurança".

O anúncio está a aliciar vários profissionais do setor militar e de segurança privada em Portugal. Já tendo, inclusive, levado "mais de dez" portugueses a ligar para um consultor de segurança português, que pediu anonimato ao jornal "Expresso", em busca de conselhos sobre se deviam (ou não) alistar-se e partir para a Ucrânia.

Neste sentido, à mesma publicação, o Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) garante que desaconselha a ida de militares portugueses para o conflito armado na Ucrânia "seja a que título e para que propósito for", tal como já havia feito em março.

O MNE diz que, atualmente, "é residual" o número de portugueses presentes na guerra entre a Ucrânia e a Rússia.

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