A contagem, infelizmente, continua, e esta segunda-feira, 11 de abril, é já o 47.º dia de guerra na Ucrânia. A Ucrânia acordou ao som de sirenes e já se sabem quais deverão ser os próximos ataques: Mariupol, cidades nas regiões de Lugansk e Donetsk e depois Kiev. A revelação foi feita pelo presidente checheno, Ramzan Kadyrov, que está do lado da Rússia.

Também esta segunda-feira, 11, está a ser marcada pelo encontro entre um líder europeu e o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o objetivo de construir uma ponte para o entendimento de paz entre os países em guerra. 

Pivô da CNN Portugal desaba em lágrimas com notícia sobre a guerra na Ucrânia
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Na habitual comunicação ao país, Volodymyr Zelensky mostrou que a Ucrânia está preparada e afirmou que a certa altura, à medida que o conflito avança, a Rússia vai ter ainda mais "medo de perder".

Para esta segunda-feira está prevista a abertura de um total de nove corredores humanitários em três das regiões que continuam sob fogo.

Saiba tudo sobre o 47º. dia de guerra.

Líder europeu encontra-se com Vladimir Putin

Pela primeira vez desde o início do conflito, um líder europeu vai encontrar-se com o presidente russo, Vladimir Putin. O encontro será com o chanceler austríaco, Karl Nehammer, que viaja esta segunda-feira para Moscovo, onde acontecerá a reunião (dois dias depois de Nehammer ter estado com Volodymyr Zelensky).

A ideia do encontro é que a Áustria seja um “construtor de pontes”, sendo que o país vai “tentar tudo para ficar mais perto da paz”. Numa publicação feita no Twitter este domingo, 10, o chanceler austríaco foi claro quanto à posição que leva para a reunião: a guerra "tem que parar".

“Somos militarmente neutros, mas temos uma posição clara sobre a guerra de agressão russa contra a Ucrânia.Tem que parar! Precisa de corredores humanitários, de um cessar-fogo e de uma investigação completa dos crimes de guerra”, escreveu.

Kiev em alerta máximo

Os ataques continuam e já se prevêem quais as próximas regiões da Ucrânia a serem atacadas. O presidente checheno, Ramzan Kadyrov (que anteriormente admitiu estar ao lado de Vladimir Putin), avançou que as forças russas vão atacar Mariupol em breve (e, segundo o ministro da Defesa britânico, poderão ser usadas armas de fósforo branco, que são incendiárias) e ainda outras cidades nas regiões de Lugansk e Donetsk, e só depois Kiev.

"Vamos tomar Kiev e todas as outras cidades. O nosso objetivo não é conquistar cidades, o nosso objetivo é destruir estes membros de Bandera, nazis e demónios", disse num vídeo publicado este domingo na rede social Telegram, cita a CNN Portugal, fazendo uma referência a Stepan Bandera, figura histórica da extrema-direita ultranacionalista ucraniana e colaborador dos nazis durante a II Guerra Mundial.

Na manhã desta segunda-feira quase toda Ucrânia acordou com as sirenes a tocar perto das 5h da madrugada locais. Ecoaram em Kiev, Lviv, Odessa, Chernihiv e Sumy, Ternopil, Volyn, Zakarpattia, Rivne, Ivano Frankivsk, Khmelnytsky, Kirovohrad, Cherkasy, Zhytomyr, Vinnytsia, Dnipro e Zaporizhzha, segundo o jornal "Kyiv Independent".

Além das sirenes, foi relatada uma grande explosão em Mykolaiv que terá ferido um guarda, segundo o governador Vitaly Kim.

“A Rússia vai ter ainda mais medo. Medo de perder"

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, nunca baixa as armas, nem a esperança que passa ao povo ucraniano. Na habitual mensagem diária, este domingo reconheceu que está ciente dos próximos movimentos do inimigo, mas disse também que a Ucrânia está preparada.

“As tropas russas deslocar-se-ão para operações ainda maiores no leste do nosso Estado. Podem usar ainda mais mísseis contra nós, ainda mais bombas aéreas. Mas estamos a preparar as suas ações”, disse. “A Rússia vai ter ainda mais medo. Medo de perder. Medo de que a verdade tenha de ser reconhecida”, continuou o presidente ucraniano, que terminou o vídeo com um parecer positivo das conversas com a Alemanha.

“Apraz-me registar que a posição alemã mudou recentemente a favor da Ucrânia", disse.

Finlândia e Suécia poderão aderir à NATO já no verão

Perante o que se tem vivido na Ucrânia, os países estão mais atentos aos perigos de guerra e como tal a Finlândia e Suécia poderão formalizar o pedido de entrada na NATO já este verão, mais precisamente em junho. A informação foi avançada pelo diário britânico "The Times", com base em oficiais norte-americanos.

A possibilidade foi "tema de conversa em múltiplas sessões" que decorreram na semana passada entre ministros dos negócios estrangeiros da Aliança Atlântica. A juntar às indicações dos responsáveis dos EUA, está ainda uma declaração da primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, no fim de semana: "A Rússia não é o vizinho que pensávamos ser".

Nova Zelândia ajuda no combate

Devido ao iminente ataque a Kiev, a Nova Zelândia anunciou esta segunda-feira várias ajudas à Ucrânia. “Durante os próximos dois meses, o nosso C-130 irá juntar-se a uma cadeia de aviões militares de nações parceiras que viajarão pela Europa, através do Reino Unido, transportando equipas e mantimentos muito necessários para centros de distribuição chave, mas em momento algum entrarão na Ucrânia”, disse a primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, em comunicado.

O país também mobilizará 13 milhões de dólares neozelandeses para a aquisição de armas e munições e para pagar o acesso a satélites comerciais pelos Serviços Secretos de Defesa ucranianos.

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