Arrepende-se de ter criado uma relação de amizade com Jeffrey Epstein e promete fazer uma "generosa doação" à organização de solidariedade da mulher que, há mais 20 anos, terá abusado sexualmente. Mas não admite que os atos tenham acontecido. Estes são, em traços gerais, os termos do acordo alcançado entre o príncipe André e Virginia Giuffre, a advogada que, em agosto de 2021, processou o filho da rainha Isabel II por abuso sexual.

Este "acordo de princípio" inclui também um montante de dinheiro, de acordo com informações avançadas pelo "The New York Times", valor esse que se mantém secreto. Os documentos deram entrada esta terça-feira, 15 de fevereiro, no tribunal federal de Manhattan, Nova Iorque.

"O príncipe André tem a intenção de fazer uma doação generosa à organização de solidariedade de Ms. Giuffre, como forma de apoiar os direitos das vítimas. O príncipe André nunca quis demonizar o caráter de Mr. Giuffre e aceita que ela tenha sofrido tanto como vítima de abuso, bem como resultado de ataques públicos injustos", pode ler-se no documento.

Virginia Giuffre, que tinha 17 anos à altura dos acontecimentos, foi uma das menores a ser traficada sexualmente pelo multimilionário Jeffrey Epstein, com quem o príncipe André tinha uma relação de proximidade. Essa ligação também é frisada no documento do acordo. "Ele [André] compromete-se a demonstrar o seu arrependimento pela sua associação com Epstein ao apoiar a luta contra os males do tráfico sexual e as suas vítimas."

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O processo judicial da advogada norte-americana contra o duque de Iorque remonta a agosto de 2021. No mesmo, a advogada alega que foi abusada pelo filho da rainha isabel II quando tinha 17 anos (atualmente tem 38), quando estava a ser traficada sexualmente pelo multimilionário Jeffrey Epsetein (que se suicidou na prisão em agosto de 2019). Com este acordo extrajudicial, os advogados de Virginia vão requerer a desistência do processo.

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