O novo álbum de Beyoncé, “Renaissance”, foi lançado esta sexta-feira, 29 de julho, já toda a gente fala sobre ele, nem sempre pelas melhores razões. A cantora utilizou o termo “spaz” duas vezes ao longo da música “Heated” e o problema está aí.

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A língua é um universo muito complexo e a palavra “spaz” é a prova disso mesmo. Nos Estados Unidos a palavra significa “loucura” ou até “excitamento”. No Reino Unido, o caso muda de figura, e “spaz” tem um tom muito ofensivo e é uma palavra pejorativa, usada para discriminar as pessoas com deficiências, como paralisia cerebral espática.

Através das redes sociais os fãs pediram para que a palavra fosse removida. Além disso, a Scope, uma instituição de solidariedade para a igualdade de pessoas com deficiência, também se pronunciou sobre o tema. “As palavras importam porque reforçam as atitudes negativas que as pessoas com deficiência sofrem todos os dias”, disse Warren Kirwan, do departamento de comunicação da instituição, refere a CNN Portugal.

O representante de Beyoncé já confirmou à BBC, que a letra “não foi usada intencionalmente de maneira prejudicial”, e que a palavra será substituída. Com a notícia, a instituição Scope demonstrou satisfação com a alteração da letra. “As experiências das pessoas com deficiência não são matéria-prima para as letras das músicas”, lê-se na publicação do Facebook da Scope.

Esta não foi a primeira vez que o termo “spaz” foi motivo de discórdia na indústria da música. Em junho, a cantora norte-americana Lizzo esteve envolvida numa polémica muito semelhante. Depois de duras críticas nas redes sociais, a cantora decidiu alterar o verso “I’mm spaz” da música “GRRRLS”.

“Como uma mulher negra e gorda nos EUA, tive muitas palavras ofensivas usadas contra mim. Tenho orgulho em dizer que há uma nova versão de ‘GRRRLS’ com mudanças na letra”, disse Lizzo, numa publicação de Instagram.

A ativista Hannah Diviney também se pronunciou sobre a letra da Beyoncé e disse que a situação era ainda mais grave, por ter acontecido há pouco tempo um episódio igual com Lizzo. “Pensei que tínhamos mudado a indústria musical e começado uma conversa global sobre a razão pela qual a linguagem capacitista [que discrimina pessoas com deficiência] -intencional ou não - não tem lugar na música”, disse a ativista no “The Guardian”.

A música “Heated”, escrita em coautoria com Drake, já foi removida do Youtube, mas ainda está disponível no Spotify. O álbum tem 16 músicas e é esperado que seja um grande sucesso mundial.

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