Esta quinta-feira, 10 de agosto, Portugal ficou em choque com a morte de Faia, uma cadela de quase 3 anos da raça Podengo Português que foi esfaqueada, a meio de um passeio. O caso, além de ter sido reportado na conta de Instagram da cadela, foi trazido a público pela atriz Ana Lopes Gomes, amiga da dona, e pelo Intervenção e Resgate Animal (IRA).

Tudo aconteceu na Penha de França, em Lisboa, após uma "discussão entre dois moradores", começa por explicar o IRA, nas redes sociais. "Um deles, munido com uma faca, esfaqueou o cão e o sujeito que o passeava", continua o comunicado, acrescentando que quem estava a tomar conta de Faia não era nenhum dos donos, mas um dog walker.

"Um animal ensanguentado era transportado ao colo de um indivíduo em direção a uma clínica veterinária próxima da nossa sede em Lisboa. Após funcionários alertarem os elementos das equipas de resgate para o acontecimento, imediatamente acompanharam o indivíduo e foram tentar perceber o sucedido", continua.

Depois de a cadela ter sido brutalmente esfaqueada e de o sujeito que a passeava ter ficado com alguns cortes no braço, os elementos do IRA, que estavam no local, "rapidamente ligaram para o 112 para relatarem que existia um agressor com uma faca". Esta denúncia culminou na deslocação de vários carros patrulha para o local, bem como "agentes da 11.ª esquadra, elementos da EIC da 5.ª divisão e técnicos do INEM com a respetiva ambulância", lê-se no Instagram.

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Os respetivos detentores de Faia foram informados da morte da cadelinha depois. Entretanto, estão a decorrer diligências policiais para apurar a localização do indivíduo responsável pela morte da cadela e dos ferimentos provocados em quem a passeava.

Na conta oficial de Faia, os donos também reportaram a situação, numa despedida cheia de palavras sentidas. "Ela era amada como uma criança e vamos ter tantas saudades dela. Não conseguimos parar de chorar. Acho que nunca vamos conseguir. Ela deu-nos a melhor vida e a nossa filha bebé amava-a e a Faia amava-a também", lê-se na publicação. "O mundo está cheio de monstros doentes e horríveis. (...) Perdoa-nos, bebé. Falhámos-te e só sentimos culpa. Esperamos que estejas em paz", continua o testemunho emocionante dos donos.

Ana Lopes Gomes aproveitou para deixar umas palavras de apoio à família da cadela, que tão bem conhecia, a par de demonstrar a revolta que sentia com a situação. "Não consigo ainda sequer pensar que isto seja verdade. A Faia é de uma amiga minha, a Faia é minha amiga e dos meus cães, a Faia é do meu bairro, do meu jardim, faz parte desta família da Graça. Sinto-me com vontade de vomitar da raiva que sinto", desabafou, acrescentando: "Acredito que estes monstros vão desaparecer do mundo".

Numa outra publicação, divulgada esta sexta-feira, 11, o IRA voltou a abordar o caso de Faia, no rescaldo da morte da mesma. Aproveitando para deixar condolências à família a que pertencia, pediu justiça pela cadela, "por todos os que diariamente morrem nas mãos de criminosos" e que "são punidos com meras coimas e penas suspensas", bem como por todos os outros animais que são torturados e todos os outros "casos macabros cujo tribunal considera institucional a interpretação dos animais na legislação".

Faia nasceu a 2 de dezembro de 2020, pelo que não tinha ainda completado 3 anos. A sua página de Instagram, gerida pelos donos, estava recheada de fotografias suas, ora na praia ora no parque, sempre pronta para a brincadeira e, claro, com uma expressão (mais que) feliz.

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