O incêndio que deflagrou em Castro Marim, no Algarve, às 01h05 desta segunda-feira, 16 de agosto, chegou a ser dado como dominado pelas 10h20, mas as condições atmosféricas, com altas temperaturas e vento, levaram à reativação do fogo que progrediu da serra em direção ao mar. No terreno estão agora 626 operacionais, apoiados por 209 viaturas, e nove meios aéreos a combater o incêndio, segundo os dados atualizados no site da Proteção Civil.

Um total de 58 pessoas foram mobilizadas "para as zonas de apoio à população" durante a madrugada "por precaução" e outras foram por iniciativa própria para casa de familiares e amigos, de acordo com uma fonte do comando regional do Algarve da Proteção Civil à agência Lusa, citada pelo jornal "Diário de Notícias".

O fogo, que começou em Castro Marim, chegou a entrar nos concelhos de Tavira e Vila Real de Santo António, causando danos nos edifícios e até ao momento sabe-se que há três bombeiros feridos. Um deles ficou com queimaduras e foi transportado de helicóptero para o hospital, mas sabe-se que está estável, segundo o comandante Miguel Oliveira, oficial de operações do Comando Nacional de Emergência da Proteção Civil, em declarações ao mesmo jornal.

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Para esta terça-feira, prevê-se um combate dificultado pelas más condições de acesso e também pelas condições meteorológicas favoráveis à deflagração do fogo. "Estamos a falar de um incêndio que evolui dois quilómetros por hora, o que representa uma taxa de expansão média de 200 hectares por hora, sendo que nas últimas horas, subsequentes à reativação, este valor foi o dobro, portanto estamos a falar de um incêndio que evolui com rapidez fulminante", disse comandante operacional regional de Faro, Richard Marques, segundo o mesmo jornal.

Durante a noite desta segunda-feira foi "feito um trabalho de consolidação dos planos e estratégias", avançou o oficial de operações do Comando Nacional de Emergência da Proteção Civil à Rádio Observador, que teve em conta as dificuldades no terreno. "O perímetro de incêndio é bastante alargado, as condições de acesso ao local difíceis e o vento é muito forte, o que dificulta as operações. Para esta terça-feira espera-se o mesmo, mas esperamos que o trabalho dê os seus frutos", disse o comandante Miguel Oliveira.

O principal foco dos bombeiros agora é travar a expansão do fogo "na frente sul e no flanco direito, na zona sudoeste", continua a fonte da Proteção Civil, de modo a não progredir para zonas onde existe mais população. Devido ao incêndio, a A22 — também conhecida como Via do Infante — continua cortada entre os nós de Castro Marim e Altura.

Para ajudar os bombeiros nesta luta difícil, nas redes sociais circula uma onda de apoio para que sejam mobilizados bens alimentares, como águas, barras energéticas e bolachas, que devem ser entregues no quartel dos Bombeiros Voluntários de Tavira. 

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