Há 20 anos, Catarina Furtado começava uma nova caminhada, paralela ao mundo brilhante e tantas vezes efémero da televisão. Tornava-se Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA), função que a levaria a conhecer realidades dramaticamente diferentes, a alertar o País para problemas de resolução urgência, como o dos refugiados, da discriminação de género em países mais desfavorecidos.

Em "Príncipes do Nada", série documental da qual é coautora, Catarina Furtado vai mostrando as realidades dolorosas dos que são, década após década, esquecidos: as vítimas das guerras, os que lutam contra a fome, os que sobrevivem sem as condições mínimas contempladas na Declaração Universal dos Direitos Humanos. Na última temporada, que se estreou em junho passado, a apresentadora esteve no maior campo de refugiados da Europa, na ilha de Lesbos.

Catarina Furtado. "Há muitos miúdos privilegiados que se sentem completamente sozinhos"
Catarina Furtado. "Há muitos miúdos privilegiados que se sentem completamente sozinhos"
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Esta quinta-feira, 10 de dezembro, assinala-se o Dia Internacional dos Direitos Humanos. O motivo perfeito para conversarmos com Catarina Furtado, a apresentadora, a Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População, a presidente da Associação Corações com Coroa, a mãe da Maria Beatriz, de 14 anos e do João Maria, de 13.

Assinala este ano duas décadas como Embaixadora de Boa Vontade do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) . Que balanço faz destes 20 anos? Quais foram os momentos mais marcantes?
Desde que em 2000 o então Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, me endereçou o convite para ser Embaixadora do UNFPA já muito aprendi sobre os nossos direitos e os nossos deveres. Sobre a nossa responsabilidade individual e coletiva na construção de um mundo mais solidário, com justiça social e com sociedades mais pacíficas.

O UNFPA promove o direito de todas as pessoas, sobretudo as meninas e mulheres, a viverem uma vida saudável, com igualdade, dignidade e respeito. Porque as meninas e as mulheres — comprovei-o em países tão diferentes como a Guiné-Bissau, o Sudão do Sul, a Índia ou em Portugal — são quem mais sofre a discriminação de diferentes formas. Investir nelas é prevenir custos, é ser inteligente.

Globalmente, mais de 130 milhões de raparigas estão fora da escola — 63% dos adultos iletrados são mulheres. Casam-se 15 milhões de raparigas com menos de 18 anos (37.000 por dia!) e por ano 16 milhões de raparigas entre os 15 e os 19 anos são mães. Morrem 20.000 adolescentes no parto e a cada 11 segundos há uma grávida ou um bebé que perdem a vida. Mais de 218 milhões de mulheres não conseguem aceder a contracetivos modernos. Uma em cada três mulheres é vítima de violência ao longo da sua vida. 200 milhões de meninas e mulheres vivem com as consequências de uma mutilação genital feminina.

Conheci os rostos destas estatísticas. Despedi-me de mães e de bebés que poderiam ter sido salvos. Vi como as mulheres com níveis de escolaridade mais elevados têm menos filhos e menos gravidezes não planeadas, maior probabilidade de casar mais tarde e de contribuir para o crescimento económico dos seus países. Encontrei pessoas que me mostraram como a educação transforma vidas — e esses foram os momentos mais marcantes, tantos.

O investimento na Educação das raparigas transforma MESMO as comunidades, os países e o mundo inteiro, reforça a economia e reduz a desigualdade, contribuindo para sociedades mais estáveis, resilientes que dão aos indivíduos, incluindo rapazes e homens, a oportunidade de alcançar o seu potencial. Quando as mulheres têm oportunidades, têm acesso a saúde e educação e fazem livre e conscientemente as suas escolhas, há para a sociedade: redução da pobreza, desenvolvimento, crescimento económico e a sustentabilidade de recursos naturais.

"Encontrei pessoas que me mostraram como a educação transforma vidas — e esses foram os momentos mais marcantes"

Foi esta aprendizagem que me levou em 2012 a criar a Associação sem fins lucrativos, a Corações Com Coroa (CCC), hoje uma ONGD [Organização Não Governamental para o Desenvolvimento] que além de atribuir bolsas de estudo em Portugal, combater a violência no namoro, a violência com base no género, a discriminação, providenciar atendimento gratuito em diversas áreas e dinamizar outros projetos, também apoia ou implementa projetos fora de Portugal, nomeadamente na Guiné Bissau. Esse foi, sem dúvida, também um dos momentos marcantes destes 20 anos.

O que é que gostava, nessa função, de fazer nos próximos 20 anos?
Quero continuar a dar voz a quem a tem silenciada, sobretudo as raparigas, mulheres e pessoas refugiadas, dar visibilidade a quem faz acontecer em prol da dignidade humana, ajudar a promover as histórias felizes que provam que é possível mudar para melhor e continuar a inspirar no sentido que, passando informações corretas, a sociedade civil se sinta verdadeiramente envolvida nesta construção de um mundo mais igualitário e justo.

O mais recentemente projeto da CCC, chama-se precisamente Tamo Junto com a Guiné Bissau e está a ser implementado no Hospital Central Simão Mendes, em Bissau numa parceria entre a CCC, o UNFPA e o Ministério da Saúde da Guiné-Bissau, com a ajuda preciosa de tantos voluntários individuais e empresas portuguesas que acreditaram no projeto e exerceram a sua responsabilidade social. Construímos e equipámos uma nova ala da maternidade com exclusividade para a áreas de obstetrícia e ginecologia, com base nas necessidades que fui recolhendo ao longo das várias viagens que tenho feito ao país. Demos formação aos técnicos de saúde para contribuir para a redução da mortalidade materna e a promoção da dignidade e saúde das mulheres deste país. Este é apenas um exemplo. Como este quero implementar outros.

Os sonhos só se tornam realidade com a ajuda de quem acredita que a nossa passagem por este mundo só faz sentido se aplicarmos o maior de todos os poderes, o de mudar vidas. Ser poderoso é isso. Ter sucesso é isso. E é mesmo possível transformar realidades sem as eternas desculpas das questões culturais, com a convicção de que as tradições se devem manter, desde que não violem os Direitos Humanos, e nesse sentido, cabe a cada um de nós, fazer a sua parte.

"Nunca a humanidade teve tantos refugiados: 26 milhões sendo que 13 milhões são crianças"

Esta semana soubemos de mais uma etapa no esforço do Bangladesh em eliminar o povo rohingya, ao enviar centenas de refugiados para uma ilha. São notícias que, habitualmente já não têm honras de abertura de noticiários mas que, com a crise da covid-19, passam definitivamente para segundo plano. É frustrante para quem, como a Catarina, entrega o tempo a chamar a atenção para estas atrocidades?
O governo do Bangladesh decidiu enviar centenas refugiados rohingya para Bhasan Char, uma ilha que chega a ficar parcialmente submersa em tempo de monções... Para quem como eu já esteve em Cox’s Bazar, o maior campo de refugiados do mundo, no Bangladesh, é uma notícia triste, revoltante, mas infelizmente recebida sem surpresa. Não esquecerei jamais as historias reais de gente como eu que teve de fugir de um momento para o outro.

O próprio secretário-Geral das Nações Unidas já por diversas vezes alertou para o flagelo desta minoria islâmica, reconhecendo a tentativa de limpeza étnica perpetrada pelo exército de Mianmar. "O mundo falhou aos rohingya", escreveu num artigo de opinião publicado pelo "The Washington Post", em 2018.

A notícia da semana passada devia ter tido mais destaque nos media? Devia, e aqui estamos a lembrá-lo. O direito à frustração é um luxo não permitido a quem abraça a causa da defesa dos Direitos Humanos.

Que situações, a seu ver, estão a passar completamente ao lado do chamado "mundo ocidental"? Ou seja, dos países que têm o poder para reverter estas situações?
O mundo não pode ser separado por fronteiras porque os Direitos Humanos são universais, inalienáveis, indivisíveis e interdependentes. Acredito que só quando forem respeitados os direitos humanos de todas as pessoas é que será possível criar um mundo em que ninguém seja esquecido. Nunca poderá existir desenvolvimento sem Direitos Humanos. Não nos podemos desresponsabilizar dos nossos deveres porque também é dessa forma que promovemos os nossos direitos e sobretudo lutamos pelos direitos, permanentemente violados, de quem não tem o poder de fazer ecoar a sua voz.

A observância dos Direitos Humanos é inerente à nossa condição humana; não podem ser suprimidos nem negados, são iguais e nenhum deles é mais importante. Temos de defender os nossos quotidianos globais partilhados: é absolutamente fundamental não esquecer, secundarizar ou tentar invisibilizar pessoas com base na sua orientação ou identidade sexual, no seu sexo, na origem étnico- religiosa, no lugar onde nasceram, ou no lugar que ocupam na família. Falo de racismo e xenofobia, mas também de homofobia e transfobia, e de marginalização de refugiados e migrantes.

"Entrei nos campos de refugiados da Grécia nas ilhas de Samos e Lesbos, e vi na Europa os valores humanistas serem totalmente ignorados"

Na quinta série do meu programa "Príncipes do Nada" relembrei as mais de 70 milhões de pessoas no mundo que foram forçadas a fugir dos seus países ou a deslocar-se internamente, devido a guerras, conflitos ou perseguições. Nunca a humanidade teve tantos refugiados: 26 milhões sendo que 13 milhões são crianças. O número de deslocados ultrapassa os 40 milhões. Contas que não param de aumentar.

Pessoas que, de um dia para o outro, tiveram de escapar à morte, mesmo arriscando a vida. Estiveram na mão de traficantes, viram morrer familiares nas águas do Mediterrâneo, perderam contacto com os seus, tentam recomeçar do zero, sem nada. Faltam-lhes comida, casa, acesso a cuidados de saúde e educação, trabalho digno, segurança. Por entre fronteiras, procuram uma nova esperança.

Entrei nos campos de refugiados da Grécia nas ilhas de Samos e Lesbos, e vi na Europa os valores humanistas serem totalmente ignorados. Fui também até à Colômbia conhecer as histórias aflitivas dos migrantes venezuelanos, provocadas pela crise social e económica do seu país, e ainda dos milhões de deslocados internos colombianos com marcas de uma violência indiscritível causada pelos conflitos. E, mais uma vez, as mulheres são presas mais fáceis. Estas pessoas têm de ser ouvidas para que possamos todos agir contra os números que diariamente nos são revelados pela imprensa, pelas redes sociais, pelos relatórios ou pelos discursos. A solução passa também pela prevenção.

O Prémio Nobel da Paz é habitualmente entregue no Dia Internacional dos Direitos do Homem. Este ano, o vencedor foi o Programa Alimentar Mundial. Esta pergunta pode parecer saída de um concurso de misses (ou talvez não): como é que ainda não conseguimos arranjar uma solução a violação de um direito humano tão básico como o direito à alimentação? 
Falta uma união de esforços realmente poderosa, transnacional. Falta vontade política, determinação. Como explicou o presidente do Comité do Prémio Nobel da Paz, Berit Reiss Andersen, o prémio foi atribuído ao Programa Alimentar Mundial "pelos seus esforços no combate à fome, pela sua contribuição para melhorar as condições de paz em áreas afetadas por conflitos e por atuar como uma força motriz nos esforços para prevenir o uso da fome como arma de guerra e de conflito".

É urgente que acabar com a fome no mundo — o desejo sacramental de qualquer Miss Universo!, de facto — se torne um desígnio de todos e todas. A pandemia veio agravar ainda mais a situação, as Nações Unidas estimam que 235 milhões de pessoas venham a precisar de assistência humanitária já em 2021, um aumento de 40%, em relação a 2020.

Para quem pode e quer ajudar os que mais precisam, quais são as causas / instituições que sugere e porquê?
Em primeiro lugar, gostava que as pessoas despertassem em si essa vontade de se tornarem voluntárias profissionais no sentido de se comprometerem com causas com as quais se identifiquem e retirarem daí uma realização pessoal enorme. Depois, acho que se devem insurgir, participando em petições, partilha de informação e de campanhas, combate à desinformação, exercendo os seus direitos e deveres cívicos.

A resposta para construir uma humanidade partilhada, mais justa, igualitária, sustentável e inclusiva, passa por políticas públicas que cumpram os compromissos, por investimentos sérios e transparentes nas questões de género, pelo envolvimento da sociedade civil (de cada um e cada uma de nós) e pelo contributo da responsabilidade social das empresas.

Poderia facilmente deixar muitas sugestões porque ao contrário do que muitas vezes se pensa, existe um trabalho muito sério implementado por inúmeras ONGDS e associações em Portugal que, infelizmente acabam por sofrer de uma forma devastadora quando se torna público algum caso menos positivo de gestão. Esse impacto só acontece no sector social, o que é muito injusto.

As minhas sugestões:

  • Associação Corações Com Coroa (podem ficar a par de tudo no nosso site: www.coracoescomcoroa.org)
  • Associação Missão Dimix, em São Tomé e Príncipe, cuja fundadora e presidente é a portuguesa Sónia Pessoa que faz um trabalho de promoção e defesa dos Direitos Humanos. Incentiva a cultura, o ensino e a divulgação de atividades artísticas num contexto socialmente em desvantagem com crianças. E está com uma campanha de Natal.
  • Humans Before Borders, associação que tem a decorrer neste momento a campanha Enviar Esperança, de recolha de roupas de inverno para enviar para o Campo de Moria, na Grécia.
  • Associação P&DFactor, que desenvolve iniciativas e parcerias de cooperação, investigação, informação, sensibilização e comunicação junto de entidades congéneres, público em geral, agentes de decisão técnica e política no âmbito nacional, regional e internacional. Trabalha os temas da justiça, saúde, direitos e segurança humana, igualdade com base no sexo, idade, educação sexual e reprodutiva, violência de género, entre outros.

Mesmo em situação de pandemia, há que respeitar a dignidade humana. Sem populismos, sem protagonismos e sem desinformação, evitando projetos que obrigam as pessoas a estender a mão. A pedir.

"Faço o exercício diário de me descentralizar. De não viver à volta do meu umbigo."

Que problemas humanitários internacionais é que a crise pandémica (seja na sua vertente sanitária, seja social e económica) veio agravar?
O vírus tem impactos diferentes nas pessoas, nas famílias, nas organizações. Uma das maiores consequências da pandemia foi ter vindo destapar e agravar as desigualdades de direitos sociais e económicos, para raparigas, mulheres, pessoas com deficiência, pessoas refugiadas e outras em situação de vulnerabilidade. Os próximos tempos têm de trazer novas políticas públicas e deve a sociedade civil questionar as respostas existentes, que não previnem as mortes evitáveis e morbilidades. É urgente proteger, prevenir e colocar as pessoas no centro de todas as decisões, sem deixar ninguém para trás.

Além da crise sanitária, ou através dela, a Covid-19 veio agudizar outros problemas, que não são novos. As estimativas das Nações Unidas mostram-no bem. Mais 132 milhões de pessoas poderão vir a passar fome até ao final do mês. O número de crianças no mundo sem acesso à educação, saúde, habitação, nutrição, saneamento ou água, aumentou 15% e há hoje mais 150 milhões de menores de idade em situação de pobreza multifuncional. Para as 48 milhões de mulheres e meninas a precisar de assistência humanitária, incluindo quatro milhões de grávidas, a Covid-19 veio aumentar o risco. Nos países em desenvolvimento, a pandemia acentuou a escassez de serviços, materiais e medicamentos essenciais aos cuidados de saúde materna, ao planeamento familiar, à saúde sexual e reprodutiva.

"A Covid-19 significou um aumento de horas de trabalho formal e informal não remuneradas para 60% das mulheres."

A par, em todo o mundo, acentuou-se a desigualdade. A Covid-19 significou um aumento de horas de trabalho formal e informal não remuneradas para 60% das mulheres. Nunca a conciliação entre a vida familiar, pessoal e profissional foi um desafio tão grande para as mulheres, sobretudo as mais jovens e em precariedade laboral.

O ano de 2020 foi de facto muito negativo para os Direitos Humanos. A violência doméstica e sexual, os abusos nas redes social, os casamentos infantis e forçados, a mutilação genital feminina, o tráfico de pessoas para exploração sexual laboral, as migrações forçadas, o idadismo, a emergência de xenofobias, nacionalismos identitários e negacionismos são também realidades que a pandemia agravou.

Considera que, se se candidatasse a um cargo político, teria uma plataforma ainda maior para promover as causas que defende? Já contemplou, por exemplo, uma candidatura à Presidência da República?
Até ao momento, não senti esse chamamento (sorriso).

É inevitável perguntar, até porque estamos na reta final do ano, de que forma é que 2020 a mudou (se é que mudou de todo), a nível emocional, familiar e também profissional.
Fiquei ainda mais convicta de que temos de promover e ensinar a empatia e espalhar a compaixão. De que as pessoas privilegiadas têm de se colocar ao serviço das mais vulneráveis. Que tudo pode ser tão relativo e efémero que apenas nos sobram os outros que somos nós e também a solidariedade.

A nível pessoal fiquei mais atenta à saúde mental dos meus mais próximos promovendo o que é de facto valioso. Profissionalmente, confirmei que a minha definição de sucesso é a que mais me faz feliz: estar atenta ao meu redor de forma a que possa ter algum contributo para a melhoria da qualidade de vida das pessoas, especialmente as raparigas e mulheres.

No início desta pandemia, dizia-se que tudo ia ficar bem e que íamos tornar-nos mais humanos. Já percebemos que isso não aconteceu e que há cada vez mais polarização, animosidade, ódio nas redes sociais. De que forma é que a Catarina se protege desse negativismo?
Através das boas noticias, das histórias positivas, dos bons resultados, que inspiram e incentivam a continuar no caminho certo. São as imensas conquistas que fazem continuar a acreditar. Não me deixo abater facilmente e tento fazer o trabalho da contra-argumentação quando se espalham as agressividades, a desinformação, as fake news. Concentro-me a partilhar informação correta e faço o exercício diário de me descentralizar. De não viver à volta do meu umbigo. Não há outra solução: Não podemos recuar naquilo que a humanidade já conquistou.

Os Direitos Humanos devem permanecer como tema obrigatório na educação para a cidadania, em todos os níveis e ciclos de escolaridade, a par com a Igualdade de Género, a Interculturalidade, o Desenvolvimento Sustentável, a Educação para a Saúde e Sexualidade (leia-se educação sexual compreensiva). Subscrevo a importância do reforço curricular da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento.

Apenas um exemplo: os dados dizem que na última década existiu um decréscimo de 15% nos casamentos infantis. Ou seja, investindo em projetos de empoderamento financiados é mesmo possível combater esta violação (e outras) dos Direitos Humanos. O que eu quero para as meninas que vivem ao meu lado, aqui em Lisboa, é o mesmo que quero para as meninas que estão nas zonas rurais ou nas cidades de qualquer outro país do mundo, por isso não me posso desistir. Não desistir é uma forma de me proteger.

Fomos assistir a uma aula de Educação para a Cidadania (e não, não vimos crianças hipnotizadas)
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E de que forma é que gere a questão das redes sociais com os seus filhos, que já são adolescentes?
No ano passado, escrevi o livro Adolescer é fácil#sóquenão ( Porto Editora, 2019) e debrucei-me também sobre esta questão que no fundo, está sempre em evolução. Tentamos que seja muito falada com relevo para os prós e contras e nunca permitimos partilhas públicas. Até agora temos conseguido gerir bem o tema, embora as redes sociais sejam um feroz concorrente dos livros, o que me deixa com alguma angústia.

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