Há mais 63 mortes e 2436 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados esta terça-feira, 22 de dezembro, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico.

Os dados são atualizados no mesmo dia em que se sabe que a Organização Mundial da Saúde (OMS) vai convocar uma nova reunião com o objetivo de discutir estratégias de combate à nova variante, mas infeciosa, do novo coronavírus. Em comunicado, a entidade pediu calma e diz que ainda não há informações suficientes para poder concluir se esta nova estripe poderá ou não influenciar a eficácia das vacinas que já foram aprovadas.

No domingo, 20 de dezembro, a DGS fez saber que, de acordo com os dados de que dispunha até ao momento, a nova variante do vírus podia não diminuir a eficácia.

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"As vacinas demonstraram ser capazes de induzir a produção de anticorpos protetores nos seres humanos contra várias regiões da espícula do vírus, pelo que, com base na opinião dos peritos do Reino Unido, não existem dados que sugiram a perda de eficácia das vacinas nesta nova variante”, começa por explicar a DGS à Agência Lusa, citada pelo "Observador".

"As mutações do vírus, que tornaram esta variante a dominante no Reino Unido, estão a ser acompanhadas pelo Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças e pelas autoridades de saúde em Portugal”, acrescenta a nota, lembrando ainda que "os vírus mudam constantemente por meio de mutações, pelo que o surgimento de uma nova variante é uma ocorrência esperada, não sendo um motivo de preocupação por si só".

A autoridade de saúde explica também que o impacto desta nova variante na "sensibilidade e especificidade dos testes laboratoriais utilizados para o diagnóstico da COVID-19 está ainda a ser analisado".

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