Portugal regista já 39.737 infetados e 1.540 mortos pelo novo coronavírus. São estes os novos dados avançados pela Direção-Geral da Saúde (DGS) no boletim epidemiológico deste terça-feira, 23 de junho. Estes números representam um aumento de 345 infetados, enquanto as vítimas mortais registadas são de mais seis do que ontem.

Estes dados são atualizados um dia depois de se conhecerem as medidas para tentar travar o número de contágios na Área Metropolitana de Lisboa e na região de Lisboa e Vale do Tejo. Depois de uma longa reunião entre o primeiro-ministro António Costa e cinco autarcas da Área Metropolitana de Lisboa, que aconteceu na segunda-feira, 22, ficou estipulado que o estado de calamidade vai-se manter nos concelhos mais problemáticos.

Os estabelecimentos comerciais vão passar a fechar às 20 horas, exceto os restaurantes, e os ajuntamento mais de 10 pessoas vão ser proibidos na zona da Grande Lisboa.

Estas novas regras estão em vigor já desta a meia-noite de terça-feira, 23, com os concelhos de Amadora, Odivelas e algumas freguesias de Lisboa, Sintra e Loures a manter o estado de calamidade.

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António Costa também afirmou que será aprovado um diploma que prevê "contraordenações que permitam às forças de segurança reforçar a sua presença na rua e a autuação de quem organize ou participe em ajuntamentos", escreve a mesma publicação. A par do encerramento dos estabelecimentos comerciais às 20 horas, "será proibida a venda de bebidas nas áreas de serviço e será reforçada a proibição do seu consumo nas vias públicos", à exceção das esplanadas.

Com a hipótese do cerco sanitário afastada, para já, o primeiro-ministro não considera que existam "dois pesos e duas medidas" no País, e explica que o problema atual está em 15 freguesias já verificadas, e não na região de Lisboa e Vale do Tejo por inteiro.

"Foi uma reunião de trabalho muito útil porque nos permitiu localizar com grande rigor a dimensão do problema. O núcleo do problema centra-se em 15 freguesias do conjunto destes concelhos e em várias dessas freguesias é possível localizar as áreas residenciais onde há uma incidência particular", salientou António Costa, que acredita que com estas novas medidas se consiga ter "os efeitos úteis da cerca sanitária", sem declarar a restrição.

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