Há mais 61 mortes e 549 novos casos de infeção em Portugal pelo novo coronavírus. São estes os dados divulgados esta segunda-feira, 22 de fevereiro, pela Direção-Geral da Saúde (DGS), no novo boletim epidemiológico. Este é o número mais baixo de novos casos desde outubro.

Neste momento, foram já identificados em Portugal sete casos de COVID-19 associados à variante do Brasil. Os casos foram identificados pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), através da sequenciação genómica, e já tinham, segundo o INSA, sido sinalizados como suspeitos pelos laboratórios UniLabs e Synlab.

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"Os casos foram já reportados pelo INSA às Autoridades de Saúde, que já efetuaram as devidas diligências para o rápido rastreio de contactos e adoção de todas as medidas de saúde pública consideradas necessárias para a interrupção de potenciais cadeias de transmissão", afirma o INSA, em comunicado, citado pelo "Diário de Notícias".

"A variante 501Y.V3 (P.1), primeiramente detetada no Brasil, em particular na região de Manaus (Amazónia), tem sido assinalada pelas autoridades de saúde mundiais como merecedora de especial vigilância dado o seu elevado potencial de transmissão, mas também devido ao facto de poder ser menos reconhecida por alguns dos anticorpos gerados no decurso de uma infeção, suscitando naturalmente uma atenção acrescida", refere ainda o texto.

Uma semana após entrarem em vigor as novas regras de testagem à COVID-19, o número de testes diários caiu para metade em comparação com a média registada no pico da pandemia, avança esta segunda-feira o "Observador". A norma, que entrou em vigor a 15 de fevereiro, alargou a realização de testes COVID-19 a contactos de baixo risco com casos positivos do novo coronavírus e o rastreio passou ainda a ser feito, nos concelhos de maior risco, a setores estratégicos como escolas, prisões, fábricas ou  construção civil.

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“Desde o começo de fevereiro, os testes têm vindo a baixar e esta semana, particularmente, os testes reduziram-se para metade ou até menos de metade", confirmou à rádio "Observador" o médico que lidera um dos principais grupos de laboratórios do País, Germano de Sousa. Contudo, segundo Germano de Sousa, a situação não está relacionada com a falta de capacidade dos seus laboratórios. “Os meus laboratórios, se fossem precisos, estariam já a fazer 12, 13 mil testes por dia e, se necessário, com esforço, em oito dias passaríamos para 15 mil, dando resultados em 24 horas", afirmou.

A diminuição do número de casos devido ao confinamento e a limitação às deslocações para o estrangeiro são apontados como alguns dos fatores que justificam a redução dos testes, contudo verifica-se também um atraso na execução das novas normas da DGS. 

Representantes do setor da construção civil, por exemplo, afirmam à rádio "Observador" que o aumento da testagem ainda não se verificou. "A aplicação direta dos testes à luz da norma, penso que não terá havido nenhuma evolução", confirmou o presidente da Associação de Empresas de Construção, Ricardo Gomes.  "A norma entrou em vigor na segunda-feira passada. Nós, associações, solicitámos à DGS uma clarificação sobre alguns pontos da norma para podermos indicar às nossas empresas como proceder", acrescentou, referindo que ainda não tinha recebido nenhuma resposta por parte das autoridades de saúde.

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