De acordo com os dados divulgados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), no primeiro ano letivo afetado pela pandemia (2019/2020), assistiu-se a um aumento do abandono do ensino superior e do desemprego entre os recém-licenciados — números que contrariam a tendência de melhoria dos dois indicadores que se verificava já desde 2015, noticia este sábado, 24 de julho, o "Público". 

A informação surge a cerca de duas semanas do arranque do concurso nacional de acesso ao ensino superior e costuma ser sempre atualizada no portal Infocursos com o objetivo de ajudar os jovens a tomar uma decisão antes das candidaturas.

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No que diz respeito ao abandono, o MCTES refere em comunicado, citado pelo "Público", que "o número de estudantes que abandona o ensino superior  ao fim do primeiro ano reduziu-se de modo relevante nos cursos técnicos superiores profissionais (CTeSP, 28,4% de abandono em 2015/16 e 18,7% em 2019/20) e mestrados (19,7% de abandono em 2014/15 e 16% em 2019/20), tendo-se também reduzido nos demais ciclos de estudo, ainda que de modo mais ligeiro".

Contudo, em comparação apenas com o ano letivo de 2018/2019, verifica-se o oposto. Nos cursos técnicos superiores profissionais, ministrados apenas nos politécnicos, o abandono passou de 17% para 18,7% e nas licenciaturas o valor passou de 8,8% para 9,1%, escreve o mesmo jornal. Também nos mestrados integrados os números subiram de 3,4% para 3,7% e só os mestrados do 2.º ciclo é que registaram uma pequena redução do abandono ( de 16,4% para 16%).

José Manuel Mendes, sociólogo e professor da Universidade de Coimbra, acredita que muitas desistiram do ensino para ajudar a família em tempo de pandemia. "Vi isso entre os estudantes da minha universidade. Foram muitos os que saíram para encontrar formas de complementar o rendimento familiar porque os pais ficaram desempregados ou estavam em lay-off. E outros também foram mobilizados para assegurar cuidados aos mais velhos das suas famílias", afirmou, citado pelo "Público".

Quanto ao desemprego, a percentagem de recém-licenciados que se encontravam no segundo semestre de 2020 inscritos no Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) é bastante mais baixa do que em 2015, mas maior do que em 2019. De 2019 para 2020 os valores passaram de 3,3% para 4,6% no ensino superior público e de 3,9% para 5,7% no privado, escreve o mesmo jornal.

Relativamente aos cursos com desemprego zero, os números desceram de 68 em 2019 para 33 em 2020, sendo que o curso de enfermagem continua a ser um dos que tem maior taxa de emprego.

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