Embora os testes de despiste à COVID-19 realizados nas últimas cinco semanas na Universidade de Lisboa (UL) não denotem surtos que preocupem as autoridades, há cada vez mais alunos a resistirem ser testados quando são chamados, escreve o jornal "Público".

"Quando fazemos uma convocação a 100 estudantes, cerca de 33% respondem de imediato e os outros não. Isto mostra alguma resistência que existe neste momento à testagem", explica o vice-reitor da UL, João Barreiros, à mesma publicação. Segundo o próprio, esta resistência de que fala tem sido a aumentar e vem, sobretudo, da camada mais jovem de alunos da UL.

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Sobre os motivos que possam explicar a tendência, há vários: a de os estudantes não terem interesse em saber se estão ou não infetados; ou o facto de muitos alunos continuarem a ter aulas à distância.

E embora, neste momento, não seja possível obrigar um aluno a fazer um teste de despiste antes de entrar na sala para a realização de um exame, por exemplo, o vice-reitor defende que deveria ser possível — pelo menos quando os locais frequentados são de maior risco. A necessidade é ainda mais urgente quando alguns destes estudantes são os que estão "no Bairro Alto à noite" ou os que "foram comemorar o Sporting", diz ao jornal.

Sem qualquer capacidade de resposta por parte da UL ao sucedido, João Barreiros lamenta a mensagem que isso possa passar para os alunos: a ideia de que não há um problema.

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