O processo do padre de Viseu, de 46 anos, acusado de enviar mensagens de cariz sexual a um menor, está há três meses no Vaticano, mas ainda não foi ordenado o julgamento. Neste momento, a Santa Sé pediu já à Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis – que encontrou indícios de conduta sexual imprópria – para reunir mais dados e aprofundar a investigação, noticia o jornal "Correio da Manhã".

Padre de Viseu terá enviado mensagens de cariz sexual a menor. Pároco já foi suspenso
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Em causa estão mensagens de cariz sexual enviadas pelo padre da diocese de Viseu a um jovem de 14 anos que conheceu num almoço convívio. Descontente com a situação, o jovem denunciou o caso ao pai, que apresentou queixa na justiça e na Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

O padre está suspenso desde agosto, mas, ao contrário do que já tinha sido noticiado, os órgãos da Santa Fé, não terão pedido (ainda) ao bispo de Viseu, António Luciano, para constituir um tribunal eclesiástico para julgar o padre suspeito, Luís Miguel da Costa, avançou o "Jornal de Notícias".

"A Congregação para a Doutrina da Fé achou que não tinha os dados todos que necessitava. Pediu para aprofundar a investigação, antecedentes, etc. Achou que ainda não tinha os elementos suficientes para assumir o caso ou para nos dizer para nós julgarmos", adiantou fonte do Tribunal Diocesano de Viseu ao "JN" que acrescenta que o Vaticano considerou que faltavam elementos ao processo elaborado pela Comissão Diocesana de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis.

O pároco está também a ser investigado pelo Ministério Público num inquérito-crime em que já foi constituído arguido.

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