Está em curso uma investigação a um padre da diocese de Viseu, de 46 anos, que terá enviado mensagens, algumas de cariz sexual, a um jovem. O menor mostrou as mensagens ao pai, que denunciou o caso ao Ministério Público de Viseu. O órgão do sistema judicial procedeu de seguida com uma discreta investigação que dura há pouco mais de um mês, avança o "Correio da Manhã".

O Ministério Público está agora a tentar perceber em que circunstâncias foram enviadas as mensagens, bem como o volume e durante quanto tempo se arrastaram, e também se poderá ter havido mais jovens a receber mensagens do pároco. Entretanto, o padre de Viseu pediu uma licença sabática de um ano por alegadas "questões de saúde, extremo cansaço e razões pessoais", de acordo com o mesmo jornal.

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Depois do pedido, quando o bispo de Viseu, D. António Luciano, soube das acusações ao padre, decidiu afastá-lo temporariamente de todos os serviços diocesanos, incluindo da direção da instituição. "Tudo está em investigação e por isso há que esperar antes de falar. Porém, esperamos que o caso seja esclarecido", disse o bispo.

No início do mês, um outro escândalo abalou a igreja Católica em França, quando foi revelado um relatório sobre pedofilia na instituição. A investigação independente dava conta de que num espaço de 70 anos, cerca de 216 mil menores foram abusados ou agredidos sexualmente por clérigos católicos ou religiosos franceses.

Para o Papa Francisco, o escândalo sobre o qual manifestou a sua "profunda tristeza" é uma "vergonha". "Desejo expressar às vítimas a minha tristeza e a minha dor pelos traumas sofridos, e também a minha vergonha, a nossa vergonha, pela incapacidade da Igreja durante muito tempo para colocá-las no centro das preocupações", disse numa audiência geral após tomar conhecimento do relatório.

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