O ensino à distância, consequência do contexto atual de pandemia, está a aumentar o risco de abandono escolar: em 2020, as instituições de ensino sinalizaram às comissões de proteção de crianças e jovens 1900 alunos em risco de deixar de estudar, mais 200 que em 2019.

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Estes dados dos ministérios da Educação e da Segurança Social são um reflexo de como o ensino à distância "propicia o abandono" e "aumenta a desmotivação dos alunos", alerta Filinto Lima, presidente da Associação de Diretores e Agrupamentos de Escolas Públicas (ANDAEP), tal como escreve o "Jornal de Notícias".

No entanto, Filinto Lima acredita que a falta de computadores ou de acesso à internet não justifica as ausências em absoluto. "Há alunos com material que não se ligam. É mais grave e preocupante. Estão totalmente desinteressados."

De acordo com um questionário feito do Conselho Nacional de Educação (CNE), com o objetivo de abordar o impacto da pandemia no ensino das crianças e jovens portugueses, entre março e junho de 2020, as escolas não conseguiram contactar 2% dos alunos, sendo que estes não participaram nas atividades online. Quanto aos professores com função de coordenação, esses apontaram a impossibilidade de contacto relativamente a 7% dos alunos. "Há escolas onde estes casos chegam aos 10% e noutras são zero", revela Maria Emília Brederode Santos, presidente do CNE, também ao "JN".

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