Depois de umas férias forçadas, o ensino à distância volta esta segunda-feira, 8 de fevereiro, tal como previsto no Estado de Emergência que começou a vigorar a 31 de janeiro e vai até 14 de fevereiro. Com o regresso às aulas online, regressa também a telescola com uma novidade: conteúdos para o ensino secundário disponíveis na televisão.

As aulas com duração de 30 minutos e um total de 15 segmentos diários de segunda a sexta-feira, serão transmitidas através da Televisão Digital Terrestre (TDT) — posição 8 em Portugal Continental e 9 na Madeira e Açores  — e de vários operadores de cabo: MEO, NOS, Nowo e Vodafone (posição 444).

O alargamento do projeto "Estudo em Casa", da responsabilidade da Direção Geral de Educação, tem como objetivo "o reforço das aprendizagens num contexto síncrono e/ou assíncrono, quer para o trabalho autónomo dos alunos, quer para o enriquecimento dos recursos didáticos dos professores", conforme avança a RTP num comunicado enviado às redações.

Ensino à distância recomeça esta segunda-feira. São necessários mais de 300 mil computadores
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Estão assim garantidos os conteúdos do 1º ao 12º ano de escolaridade no "Estudo em Casa", sendo que no ensino secundário o foco dos novos conteúdos diz respeito às componentes curriculares dos cursos científico-humanísticos (do 10.º ao 12.º ano) e dos cursos profissionais (do 1.º ao 3.º ano).

As aulas da telescola para o ensino secundário serão emitidas entre as 9h as 16h30 de segunda a sexta-feira, com repetição entre as 16h30 e as 24h. O horário já está disponível.

estudo em casa
créditos: RTP

O ensino na televisão vem, mais uma vez, neste segundo confinamento, reforçar a falta de recursos para muitos alunos que não conseguem acompanhar o ensino à distância — o que, por esta altura, já deveria estar garantido após várias propostas apresentadas pelo Governo no âmbito do programa Escola Digital com o objetivo de reforçar os equipamentos e o acesso à internet através do prometido financiamento do desconto na “Internet básica”.

Contudo, de acordo com uma estimativa da Associação Nacional de Dirigentes Escolares (ANDE), há, pelo menos, 300 mil estudantes que não têm computador próprio em casa. Para já, foram entregues 100 mil computadores a alunos carenciados do secundário, mas faltam ainda chegar 350 mil portáteis já adquiridos pelo Governo, que prevê-se "que comecem a ser distribuídos no segundo período letivo”, ou seja, até ao final de março, de acordo com o ministro da Educação (ME), Tiago Brandão Rodrigues.

Enquanto isso não acontece, vários famílias procuraram garantir estes equipamentos antes do regresso às aulas esta segunda-feira. Segundo fonte oficial da cadeia de Sonae, "desde que se fala no regresso do ensino à distância é que se registou, efetivamente, um aumento significativo na procura de portáteis", que corresponde a mais de 40%, maioritariamente em computadores "de preço inferior a 500 euros", avança o responsável ao "Diário de Notícias".

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