Depois de anunciadas as novas medidas de combate ao surto do novo coronavírus em Portugal, o primeiro-ministro António Costa deixou em aberto a possibilidade de vir a ser implementado um novo estado de emergência regionalizado. Esta medida de exceção iria permitir ao governo aplicar medidas mais restritas, como a imposição de um recolher obrigatório, nos concelhos sinalizados como de alto risco, ou seja, aqueles que registassem 240 novos casos diários por cada 100 mil habitantes.

Durante as declarações deste sábado, 31 de outubro, aos órgãos de comunicação social e ao País, António Costa recusou-se, por diversas vezes, a explicar o que achava sobre a implementação desta medida. No entanto, sabe-se que tanto o primeiro-ministro como o governo a acham, para já, dispensável, soube o jornal "Público".

Isto significa, portanto, que António Costa remeteu a decisão para o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que, aliás, levantou a possibilidade do regresso a um estado de emergência na semana anterior — desde que houvesse consenso entre os partidos com assento parlamentar.

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Sabe-se agora, com base nas declarações que vários dirigentes partidários foram proferindo nos últimos dias, que tal não será possível e que apenas o Partido Social Democrata liderado por Rui Rio estará de acordo com a medida de exceção.

Ao remeter a decisão para Marcelo Rebelo de Sousa, que, ao que tudo indica, vai recandidatar-se às eleições presidenciais, a 24 de janeiro, António Costa evita ser considerado o responsável pela aplicação de medidas mais duras no combate à pandemia.

A audiência de António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa está marcada para esta segunda-feira, 2 de novembro.

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