Márcia Monteiro e Sandro Bernardo, a madrasta e o pai de Valentina, a menina que foi assassinada em maio de 2020, começaram a ser julgados a 17 de fevereiro no Tribunal Judicial da Comarca de Leiria pelo homicídio da criança de 9 anos. Esta quarta-feira, 24 de março, realizou-se a segunda sessão do julgamento, no auditório municipal da Batalha, e a madrasta de Valentina ouviu as revelações feitas durante o primeiro interrogatório judicial.

A mulher de 39 anos recordou o dia do crime, que aconteceu em Atouguia da Baleia, em Peniche, e os motivos que levaram o companheiro a agredir a criança. Márcia Monteiro referiu que Sandro perdeu a cabeça após Valentina ter denunciado que era vítima de abusos sexuais por parte do "padrinho", amigo da mãe, que lhe tocava nas partes íntimas. Em tribunal, a madrasta afirmou ainda que tentou ajudar a criança, mas foi ameaçada por Sandro, que a tentou demover.

Homicídio de Valentina. Pai e madrasta começam a ser julgados esta quarta-feira
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Nesta sessão, foram reproduzidas as declarações dadas no primeiro interrogatório, em que Márcia disse que foi para casa ver a telenovela "Amor de Mãe", depois de ter ido com Sandro, companheiro e pai de Valentina, esconder o corpo da menina de 9 anos num pinhal, que se localizava a vários quilómetros da casa onde viviam, em Peniche, noticia o jornal "Correio da Manhã".

Durante as duas horas de interrogatório, Márcia esteve sempre a chorar enquanto foi destacando o amor pelos filhos e o medo de ser presa, ao mesmo tempo que explicava as circunstâncias em que Valentina foi deixada a morrer, após ter sido espancada, salienta a mesma publicação. Quando regressaram a casa, depois de esconderem o corpo no pinhal, Márcia conta que o marido se dirigiu para o quarto e que ela foi ver a telenovela, mostrando a indiferença quanto ao crime que tinham acabado de cometer.

Confrontada com a possibilidade de ter pedido ajuda, a madrasta de Valentina referiu que tinha medo de ser presa e ficar sem os filhos. Esta quarta-feira, 24, Márcia voltou a ouvir as declarações prestadas em maio de 2020, que são semelhante às que fez na primeira audiência de julgamento, em fevereiro, e no final, ao ser questionada pela procuradora do Ministério Público, referiu que confirmava "tudo o que tinha dito nesse dia".

As circunstâncias do crime de Valentina chocaram e continuam a chocar o País, já que o casal terá torturado durante cerca de 10 horas a criança com água a ferver e espancamentos. Márcia e Sandro são acusado do crime de homicídio qualificado, crime de profanação de cadáver e crime de abuso e simulação de sinais de perigo. O pai de Valentina está também acusado de um crime de violência doméstica contra a filha.

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