O estado de emergência em todo o território nacional vai ser discutido esta segunda-feira, 2 de novembro. Depois de no sábado, 31 de outubro, António Costa ter remetido a decisão sobre o aumento do nível de risco para o presidente da República, e de ter anunciado à comunicação social que iria requerer uma audiência com Marcelo Rebelo de Sousa, este encontro vai acontecer ainda esta manhã de segunda-feira, pelas 10h30.

É esperado que o primeiro-ministro comunique ao presidente o parecer do governo sobre a alteração do estado de calamidade para emergência, sendo que Marcelo Rebelo de Sousa recebe os nove partidos políticos com assento parlamentar meia hora depois do encontro com António Costa, pelas 11 horas da manhã.

Estado de emergência? Governo acha dispensável, mas passa decisão para Marcelo
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De acordo com uma nota da Presidência da República, os partidos serão recebidos por ordem crescente de representação parlamentar: a Iniciativa Liberal será o primeiro partido a ser ouvido por Marcelo Rebelo de Sousa, seguindo-se o Chega, o PEV, o PAN, o CDS-PP, o PCP, o BE, o PSD (por teleconferência) e, finalmente, o PS, que termina a ronda de encontros pelas 17h30, caso não existam atrasos.

Na conferência de imprensa de sábado, onde António Costa informou o País sobre as medidas mais restritivas para 121 concelhos de alto risco, o primeiro-ministro não quis revelar qualquer inclinação sobre o parecer do governo quanto à implementação de um novo estado de emergência, remetendo sempre a decisão para o presidente da República.

As novas medidas para o estado de calamidade vigente, que entram em vigor a 4 de novembro, preveem a obrigação de teletrabalho sempre que possível — e o desfasamento de horários na impossibilidade de trabalho remoto —, o encerramento dos estabelecimentos comerciais às 22h, os restaurantes às 22h30, e o dever cívico de recolhimento domiciliário, entre outras medidas.

A lista de concelhos, que atualmente abrange cerca de 70% da população, será revista a cada 15 dias. De acordo com os últimos dados revelados pela DGS este domingo, 1 de novembro, Portugal registou mais de três mil novos casos nas últimas 24 horas e 37 mortos. Na última semana de outubro, os novos casos de infeção registaram valores máximos, com sexta-feira, dia 30, a ser o pior dia de sempre, até à data (4.656 novos casos).

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