Apesar de a Direção-Geral de Saúde, o primeiro-ministro, a ministra da Saúde e o secretário de Estado da Saúde terem dito que não existe falta de equipamento nos hospitais portugueses, a verdade é que os apelos com pedidos de artigos de proteção individual para este profissionais aparecem todos os dias, e cada vez mais, nas redes sociais. Quase sempre, os apelos vêm dos próprios profissionais de saúde, sobretudo médicos e enfermeiros.

Agora, o pedido de ajuda chega de uma médica do hospital Curry Cabral que, em parceria com a escola de costura Maria Modista, está a levar a cabo uma ação para fabricar artigos de produção individual. Estes artigos são especialmente importantes para profissionais que prestam cuidados de saúde mais invasivos, como “os intensivistas, infecciologistas e dos internistas”.

“Olá a todos. O meu nome é Filipa Bargado, sou médica no hospital Curry Cabral, em Lisboa, e estou a fazer este vídeo para vos dar a conhecer uma ação que estamos a fazer no hospital, juntamente com a Filipa Bibe, da Maria Modista, e com as professoras e algumas alunas da escola. E que consiste no fabrico e na produção de cógulas de proteção individuais para os profissionais de saúde”, começa por explicar a profissional de saúde.

As cógulas são uma espécie de carapuço e são vestidas por cima da máscara e dos óculos, e vão proteger os profissionais a nível da região cervical e da face. São um tipo de artigo que é mais complicado de arranjar mas que é muito importante na proteção de quem presta cuidados de saúde mais invasivos como é o caso dos intensivistas, infecciologistas e dos internistas”, continua.

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Apesar de as professoras da escola e algumas alunas se terem disponibilizado para costurar este artigos, são necessários tecidos para que o possam fazer.

“Com este vídeo queria apelar a quem tem material que nos possa ceder para a produção das cógulas que entre em contacto connosco. Porque embora, as costureiras estejam dispostas a fazê-lo gratuitamente, nós precisamos de material. O material que precisamos é tecido não tecido, ou TNT, com uma gramagem superior a 70 gramas, ou então material de campo cirúrgico. Precisamos ainda de elástico de cinco milímetros”, explica.

Assim apelo a donos de retrosarias, produtores, particulares que tenham este tipo de material em alguma quantidade que nos possam ceder, que entrem em contacto comigo ou diretamente com a Filipa, na página da Maria Modista. E apelo ainda a dentistas e veterinários que tenham campos cirúrgicos que nos possam ceder que entrem da mesma forma em contacto”, pede. “Toda a ajuda é pouca, portanto queria agradecer-vos desde já. Queria também”.

A médica deixa outro apelo no fim: não quer que as pessoas saiam de casa para fazerem estas entregas. O melhor será mesmo entrar em contacto com Filipa Bargado ou com Filipa Bibe que depois vão ver qual a melhor opção para recolher o tecido que necessitam.

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