O número de mortos causados pelo descarrilamento do Elevador da Glória, que aconteceu esta quarta-feira, 3 de setembro, continua a aumentar. Os últimos dados apontam para 16 vítimas fatais, das quais oito são mulheres e sete são homens ,número que foi corrigido por Luís Montenegro, primeiro-ministro, na declaração ao País pelas 13 horas desta quinta-feira, depois de ter chegado a ser avançado que tinham morrido 17 pessoas no acidente.

Criança de 3 anos, ferida no descarrilamento do Elevador da Glória, perdeu o pai. Mãe continua em estado grave
Criança de 3 anos, ferida no descarrilamento do Elevador da Glória, perdeu o pai. Mãe continua em estado grave
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No total, foram transportados para os hospitais da capital 19 feridos (12 homens e sete mulheres entre os 24 e os 65 anos) e quatro deram entrada no Hospital São José por meios próprios, o que resulta em 23 feridos, dos quais dois não resistiram.

Os feridos foram encaminhadas para vários hospitais da região de Lisboa, como o Hospital São José, Santa Maria, Cascais e Amadora-Sintra. 

Os feridos são quatro portugueses, dois alemães, dois espanhóis, um sul-coreano, cabo-verdiano, canadiano, italiano, francês, suíço e marroquino, faltando apurar a nacionalidade de quatro vítimas.

Ainda não são conhecidas as nacionalidade das vítimas mortais, refere a Proteção Civil, mas admite serem estrangeiros, à exceção do guarda-freio do elevador, André Jorge Gonçalves Marques, que foi a primeira morte a ser identificada.

O acidente aconteceu pelas 18 horas, quando o elevador, que subia em direção ao miradouro de São Pedro de Alcântara, se desgovernou, recuou descontroladamente e embateu contra um prédio.

Durante a noite, as autoridades mantiveram o perímetro de segurança ativo. Nesta quinta-feira, 4, dia em que foi declarado luto nacional pelo governo, está a ser feito o levantamento dos destroços e as investigações técnicas para apurar as causas do descarrilamento. O Ministério Público já abriu um inquérito, enquanto o Instituto de Medicina Legal ativou a equipa de desastres para acelerar as autópsias.

De acordo com informações preliminares, o equipamento estaria sem manutenção diária desde o final de agosto, em particular sem a obrigatória verificação dos cabos de tração, refere também o "Correio da Manhã". Esta falha terá ocorrido após o cancelamento do concurso público para a manutenção dos veículos, uma vez que todas as propostas apresentadas ultrapassaram o preço base definido. O concurso, lançado a 28 de abril, encerrou recentemente sem adjudicação.