O primeiro caso de COVID-19 foi detetado no País a 2 de março de 2020. Desde esse dia que Portugal é o país da União Europeia que tem vindo a adotar um conjunto de medidas mais severas no combate à pandemia.

Apesar de nem sempre ter tido o confinamento mais rígido da Europa, de acordo com os dados da Blavatnik School of Government da Universidade de Oxford — que são utilizados para produzir gráficos do site Our World In Data — Portugal é o país da União Europeia com a média mais elevada no índice de severidade, notícia esta quarta-feira, 10 de março, o jornal "Público".

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O índice de severidade varia entre zero e 100 e tem em conta nove indicadores relativos a medidas de confinamento aplicadas em áreas como o ensino, comércio, mobilidade, viagens, entre outros. Neste índice, Portugal atinge um valor médio de 70,65, seguindo-se a Irlanda (69,75) e em terceiro o Chipre (67,44).

Apesar de, neste momento, Portugal e a Irlanda serem os únicos países que mantêm as escolas encerradas, Portugal foi dos Países que menos fechou as escolas em momentos anteriores. Deste modo, o facto de Portugal se encontrar à frente dos restantes 27 países é explicado pelas medidas que foram adotadas no verão — mais rígidas do que o resto da Europa.

Esta diferença, que fez com que Portugal ocupasse a primeira posição no que toca à adoção de medidas mais severas, é confirmada por Toby Phillips, o diretor executivo da ferramenta de monitorização de Oxford da Resposta dos Governos à COVID-19, responsável pelo índice. "Parece que Portugal não reabriu tanto durante o Verão como muitos outros países europeus. Em março, abril e maio a maioria dos países europeus foi bastante severa e impôs muitas medidas, mas a partir do final de maio houve uma tendência dominante de reabertura em toda a Europa", explicou Toby Phillips ao "Público".

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