Esta sexta-feira, 26, o primeiro-ministro, António Costa, dirigiu-se aos portugueses para falar sobre o novo estado de emergência, que se inicia a 2 de março e durará até dia 16. Desta vez, a novidade é que já está a ser planeado o plano de desconfinamento, que será apresentado a 11 de março, avançou Costa.

"O compromisso que eu quero aqui assumir é que dentro de 15 dias, no dia 11 de março, nós apresentaremos o plano de desconfinamento do país", prometeu. Para já, há apenas a certeza de que o desconfinamento será feito por fases e começará pelas escolas. "Tal como fizemos há um ano, será seguramente um plano de desconfinamento gradual, que progressivamente irá abranger sucessivas atividades. E, tal como há um ano, será guiado por um conjunto de critérios objetivos que nos permitam ir medindo aquilo que é a evolução da pandemia", afirmou o primeiro-ministro partir do Palácio da Ajuda, em Lisboa.

António Costa adiantou ainda que o desconfinamento "poderá também ser, porventura, em função de localizações, tal como já vigorou num certo período de tempo no país" e que será dada prioridade às escolas, reconhecendo que o encerramento destas tem tido grandes consequências para o "desenvolvimento da personalidade das crianças, para o seu processo de aprendizagem e é um dos maiores fatores de desigualdade no conjunto destas medidas".

Tendo em conta este fator desfavorável para os jovens, o primeiro-ministro revela: "Foi a última medida que tomámos e, por isso, é natural que a primeira medida que venhamos a tomar seja iniciar o desconfinamento pelas escolas". Contudo, sobre o início da aplicação das medidas de desconfinamento, Costa revela apenas que dependerá do nível da pandemia nessa fase.

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"Não é ainda o tempo do desconfinamento"

O início do desconfinamento pelas escolas já tinha sido apontado pela ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, mas não por Marcelo Rebelo de Sousa quando falou ao País esta quinta-feira, 25 de fevereiro. O Presidente deu a entender que as medidas restritivas se manteriam durante a Páscoa e nada falou sobre o regresso ao ensino presencial. "É pois uma questão de prudência e de segurança manter a Páscoa como um marco essencial para a estratégia em curso", afirmou.

Contudo, à semelhança de Marcelo Rebelo de Sousa, que defendeu que não se deve "desconfinar a correr", António Costa lembrou que "estamos muito melhor do que estávamos há uma semana, há 15 dias, há três semanas, há um mês. Mas estamos pior do que estávamos no dia em que começámos o desconfinamento em maio", o que significa que "este, infelizmente, não é ainda o tempo do desconfinamento".

Por isso mesmo, o primeiro-ministro alerta que apesar de os números estarem a baixar, o dever é ficar em casa. "Verificámos que conforme os resultados têm vindo a melhorar, o grau de confinamento voluntário tem vindo a diminuir. Há dados que demonstram que há uma maior mobilidade, como se vê o Rt [índice de transmissibilidade] teve uma ligeira subida [de 0,66 para 0.68], há uma ligeira desaceleração da redução do número de casos", disse, referindo-se aos dados sobre o desconfinamento que têm surgido nos últimos dias.

Testar, identificar, isolar e rastrear contactos

A principal preocupação neste momento, destaca António Costa, é não regredir aos números e sobrecarga nos hospitais que assistimos no início do ano, razão pela qual o Governo está atento à variante britânica do SARS-CoV-2, que já tem "uma maior transmissibilidade e um maior risco de contágio. Neste momento, a percentagem ascende ainda aos 40%", avançou.

Como forma de conter esta e outras variantes do vírus, bem como a sua difusão natural, o primeiro-ministro revela que o Ministério da Saúde "está a preparar um alargamento muito significativo das ações de testagem, o que é facilitado pelo facto de atualmente se dispor de novos testes, designadamente testes PCR que podem ser realizados por mera colheita de saliva". Testar, identificar, isolar e rastrear contactos de pessoas que possam estar infetadas é a principal estratégia do Governo neste momento.

O atual Estado de Emergência termina às 23h59 da próxima segunda-feira, 1 de março e o 12.º aprovado pelo Conselho de Ministros vai vigorar entre 2 e 16 de março.

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