O confinamento tem vido a reduzir há três semanas consecutivas, de acordo com novos dados da consultora PSE divulgados esta sexta-feira, 26 de fevereiro, o que significa que Portugal passou de uma redução de mobilidade com as restrições impostas de 40% para 30%, face ao período pré-pandemia. Os números mostram ainda que “as pessoas do género masculino são as que estão a desconfinar mais”, bem como as classes sociais mais baixas.

"As classes C2 tiveram um desconfinamento três vezes superior ao das classes A/B, e cinco vezes superior ao da classe C1. De idêntica forma, a classe D teve um desconfinamento três vezes superior ao da classe C1 e quase duas vezes superior ao da classe A/B", refere a consultora (especialista em ciências de dados), num comunicado a que o "Jornal de Notícias" teve acesso.

Quanto à diferença de género, o relatório aponta que as mulheres desconfinaram apenas a 1%, enquanto os homens representam uma fatia de 8%, correspondente às duas últimas semanas.

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Já numa análise geral do desconfinamento, o dados revelam que nas últimas três semanas o valor médio semanal, nos dias úteis, caiu de 51% para 48% e que a mobilidade foi, em média, de 72%. "Isto quer dizer que temos atualmente em circulação mais de 70% da população que circulava no período pré-pandemia", conclui a empresa.

Este valor é tendencialmente maior após 12 de fevereiro, apesar de semanas antes as escolas terem fechado, a 22 de janeiro — altura em que o índice de mobilidade estava entre os 59% e 61%.

Foi ainda possível apurar que o pico de desconfinamento, na ordem dos 27,2%, aconteceu na quarta semana de 2021 (quando as escolas ainda estavam abertas), número que, comparativamente ao primeiro confinamento, está abaixo dos 36,5% registados no período da Páscoa do ano passado.

Em suma, a consultora revela que este segundo confinamento está a ter menor dimensão do que o primeiro "em cerca de 9,3 pontos — o que corresponde quase a 1 milhão de pessoas”. Isto significa que, "a manter-se a tendência, estaremos perante um confinamento com menor dimensão e com menor duração que o primeiro”, afirma a PSE no comunicado.

As conclusões foram apuradas através de uma aplicação, na qual foram recolhidos dados, autorizados, sobre a localização e deslocação de 3.670 pessoas das regiões do Grande Porto, Grande Lisboa, Litoral Norte, Litoral Centro e distrito de Faro. De acordo com a PSE, esta é uma amostra representativa.

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