Portugal vai comprar cerca de 38 milhões de vacinas contra a COVID-19, o que permitirá até apoiar outros países.

Segundo a ministra, citada pelo "Diário de Notícias", este número de vacinas é "muito mais do que aquilo que serão as necessidades para a vacinação integral da população portuguesa" e permitirá assim garantir apoio a outros países. "Se alguma coisa esta pandemia nos ensinou foi que só quando todos estiverem a salvo, cada um de nós estará a salvo", defendeu.

Quanto à proposta de adiar a toma da segunda dose da vacina para permitir vacinar mais 200 mil pessoas até final de março, Marta Temido adiantou que "essa alteração técnica está a ser desenhada e entrará em vigor tão breve quanto sejam as novas vacinações" —  medida que não atinge quem foi vacinado e já tem a segunda administração marcada.

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"A Direção Geral da Saúde, o infarmed e a 'task force' para a vacinação analisaram a possibilidade de um maior espaçamento entre doses e consideram que essa possibilidade é tecnicamente adequada mantendo as recomendações daquilo que são as características do medicamento", afirmou a ministra da Saúde citada pelo "DN". Segundo Marta Temido, "ter 70% da população vacinada no final do verão continua a ser o objetivo", contudo admite que este é "um objetivo ambicioso". 

Quanto aos testes à COVID-19, que passaram agora ser feitos a todos os contactos com casos positivos, independentemente do nível de risco, a ministra afirmou que já foram realizados 8,1 milhões, ficando assim Portugal entre "os países que mais testa na União Europeia".

Relativamente ao cenário de desconfinamento, que está ainda a ser planeado, haverá "um momento prévio" que implica a testagem de pessoas que trabalham em "atividades mais expostas". No setor da educação, por exemplo, serão feitos testes no regresso à atividade presencial. Em entrevista à Lusa, Marta Temido fez ainda questão de deixar bem claro que a adesão social à testagem "é absolutamente fundamental". "Sabendo nós que há muitas variantes a surgir o teste tem esse valor de em cada momento perceber como é que está a transmissão e até detetar novas variantes que possam ser mais agressivas", frisou.

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