Rui Rio, líder do Partido Social Democrata (PSD), criticou este sábado, 18 de julho, o apoio que o governo preparou para alguns dos principais órgãos de comunicação social em Portugal. Na sua crítica, virou-se para a TVI e, mais especificamente, para a contratação de Cristina Ferreira que, especula-se, vai ganhar um salário anual de quase três milhões de euros brutos por anos.

"Percebe-se agora o apoio de 15 milhões de euros do governo a este setor; realmente as despesas são muitas e a crise é grande. Aguardemos agora notícias sobre o apoio público socialista à dispendiosa contratação do novo treinador do Benfica", lê-se na publicação original publicada por Rui Rio na sua página oficial de Twitter.

As críticas dizem respeito ao pacote de 15 milhões de euros que o governo de António Costa anunciou para a compra de publicidade institucional aos media portugueses que, devido ao surto da COVID-19 em Portugal, viram as receitas decorrentes do investimento em publicidade a decrescer.

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Ainda que esses apoios tenham sido recusados pelos jornais "ECO" e "Observador", tanto a SIC como a TVI aceitaram e ficaram com a maior fatia deste apoio — enquanto a Media Capital, que detém a TVI, recebeu 3.342 milhões de euros, o grupo Impresa, que detém a SIC, recebeu 3.491 milhões de euros.

Mas as críticas de Rui Rio a este programa de apoio não são novas e, no passado, já o líder do PSD tinha dito que este pacote de apoio era uma forma de o governo socialista "passar a sua mensagem".

“As empresas de comunicação social são empresas iguais às que fabricam móveis, sapatos, têxteis. Se têm uma dificuldade, devem ter todos os apoios que existem para todas as empresas. Mais: 15 milhões de euros de impostos para ajudar a pagar os programas da manhã e o 'Big Brother' que voltou em força. Tanto me têm atacado por eu não compreender esta urgência democrática”, criticou Rio, cita o jornal "Expresso".

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O regresso de Cristina Ferreira à TVI apanhou toda a gente de surpresa, inclusive a própria SIC. Mas sabe-se agora que as negociações entre a apresentadora e a TVI decorriam há um mês, num processo que terá tido o aval de toda a administração da Media Capital, avança o "Diário de Notícias".

As negociações, que foram realizadas na "absoluta discrição", terão contado com Cristina Ferreira e os seus representantes, bem como Nuno Santos que muito recentemente foi apontado como o novo diretor-geral da estação.

As reuniões para formalizar o regresso à TVI, sabe-se agora, foram aumentando o interesse na mudança, até porque a apresentadora ambicionava duas coisas: "Por um lado, ter uma posição na administração e, por outro, ter mais responsabilidades efetivas na área do entretenimento", revela fonte próxima do processo ao mesmo jornal. 

Esse último, aliás, era um dos pontos fundamentais que terá aliciado Cristina Ferreira a trocar a TVI pela SIC há dois anos. No entanto, essa terá sido uma experiência que "não terá corrido como esperado", revela fonte da TVI à mesma publicação.

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