Só no ano passado foram 35 as mulheres a morrer em contexto de violência doméstica. E são números como estes que justificam, acredita a Porto Editora, que a palavra "violência" (doméstica, neste caso) tenha sido a escolhida para Palavra do Ano 2019. A palavra recolheu 27,7% dos mais de 20 mil votos registados, avança a editora, num comunicado enviado às redações.

Em segundo lugar e apenas a 0,1% de distância ficou a palavra "sustentabilidade", que liderou a votação desde o início até praticamente o final da votação. A fechar o podium, com 13,8% dos votos ficou a palavra "desinformação".

A divulgação dos resultados da votação da “Palavra do Ano”, que esteve online durante Dezembro, foi feita na manhã desta segunda-feira, 6 de janeiro, pela Porto Editora, na Biblioteca Municipal José Saramago, em Loures.

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Aos três primeiros lugares, sucedem-se os termos “jerricã” com 7,5%, “nepotismo” com 5,7%, “seca”, com 4,3%, “trotinete”, com 4,2%, “lítio”, com 4,2%, “influenciador”, com 4%, e, em último lugar, “multipartidarismo” (1%).

A palavra "violência" sucede assim a "enfermeiro", a palavra escolhida no ano passado nesta que é uma iniciativa da Porto Editora com o intuito de "sublinhar o poder das palavras, refletindo o quotidiano da nossa sociedade em cada ano: os factos, os hábitos, os acontecimentos, as tendências e as preocupações coletivas".

A iniciativa Palavra do Ano teve a sua primeira edição em 2009, quando foi escolhido o termo “esmiuçar”. A partir daí, esta é a lista das palavras vencedoras: “vuvuzela” (2010), “austeridade” (2011), “entroikado” (2012), “bombeiro” (2013), “corrupção” (2014), “refugiado” (2015), “geringonça” (2016), “incêndios” (2017), e “enfermeiro” (2018).

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