Joana Marques é, aos 35 anos, uma das mais influentes figuras do humor português. A autora do programa da Renascença "Extremamente Desagradável" e guionista do formato da SIC "Isto é Gozar com Quem Trabalha" foi a convidada deste sábado do "Alta Definição" e explicou a Daniel Oliveira como gere a reação dos visados do segmento de humor das "Três da Manhã".

"Sinto que, às vezes, o impacto que tem na pessoa é maior do que aquilo que eu esperava. Eu não sei como é que o dia da pessoa está a ser ou como é que está a fase da vida daquela pessoa, ou que impacto isso vai ter. Claro que isso não me pode impedir de fazer, senão nenhum humorista podia trabalhar. Mas sou sensível a isso. Não me é indiferente. Acho normal a reação de ficar ofendido ou até de me querer insultar. Acho super normal porque ponho-me no lugar das pessoas. Isso não pode ter um impacto em mim terrível porque sei que, no dia seguinte, a pessoa já relativizou e partiu para outra", explicou Joana Marques.

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A humorista explica ainda que o objetivo da rubrica "Extremamente Desagradável" é "ser divertida" e que "é um disparate" quando provoca uma reação de "tristeza". "Mas soube de casos em que isso aconteceu, que a pessoa ficou mesmo afetada e isso não é a minha intenção nem fico nada contente que isso aconteça", explicou.

Joana revelou que, apesar de receber "imensas" mensagens de ódio, também tem reações positivas de alguns visados do seu programa, destacando Manuel Luís Goucha e João Baião. Confessou ainda que se sente atraída por "pessoas muito convencidas, muito egocêntricas, às vezes muito autoconfiantes". "Se calhar é por serem muito diferentes de mim que eu tenho este fascínio. São pessoas que dizem coisas sobre elas próprias que me dá vergonha", explicou.

"Festejo todos os golos que são marcados contra o Benfica"

Mãe de dois rapazes, Xavier, de três anos e Nicolau, de um ano, Joana Marques fez questão de agradecer ao marido, o animador de rádio Daniel Leitão, por " ficar naquela tarefa difícil de adormecer crianças". A humorista disse ainda desejar que os filhos "não tenham receio nenhum de serem aquilo que são".

"Há dias o meu filho disse que queria ser estilista de cabelos, o que é a coisa mais inesperada para mim, uma pessoa que não se maquilha a não ser que seja preciso e que não tem grandes vestidos, ele adorar moda, cabelos e maquilhagem. E não lhe passou pela cabeça que alguém achasse 'ai isso não é bem a profissão que os rapazes normalmente querem ter'. Isso não lhe passa pela cabeça e eu acho isso fascinante. Mesmo quem acha que não é preconceituoso, que é o meu caso, há ali um medo da diferença. 'Então ele vai dizer que é uma princesa e será que os outros não vão gozar?'", explicou.

Questionada sobre a sua paixão pelo FC Porto, Joana Marques explicou que é "fanática, de dar pontapés em coisas". "Sofro muito, até ponderei deixar de ver", confessou, confirmando que é "um bocado" anti benfiquista. "Festejo todos os golos que são marcados contra o Benfica. Houve uma vez um jogo que era uma Fundação Luís Figo contra a fome, contra o Benfica e eu estava pela fome. É uma coisa irracional. Não desejo mal nenhum aos benfiquistas mas é uma coisa infantil", admitiu.

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