Pouco mais de um ano após a sua estreia, o filme português "Portugal não está à Venda" continua no centro de polémicas. Depois do fracasso nas bilheteiras (só contou com seis mil espectadores), Duarte Grilo, ator e primeiro assistente de realização, veio a público dizer que continua sem receber pelo trabalho, oito meses depois de ter denunciado o caso pela primeira vez.

"Estou em paz comigo mesmo. Neste momento, se calhar, já estou conformado. Ajudei as pessoas e cumpri o meu papel no filme... Fui a melhor pessoa que pude ser até à altura em que me saltou a tampa", afirmou, acrescentando: "Com os insultos posso eu bem. Não é por aí. Não obtive qualquer resposta. Não estou à espera de nada. Correu mal à pessoa, que não sabia com quem é que se estava a meter", disse à "TV 7 Dias".

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Na primeira vez em que expôs a situação, o ator, que integra agora o elenco da nova temporada de "Conta-me Como Foi", acusou Marcos Badalo (dono da produtora Original Features e pai do realizador André Badalo) pela falta do pagamento, que descreveu como "uma bela quantia". Além disso, revelou que o realizador Badalo o terá bloqueado no Facebook, após várias tentativas de contacto, conta a"Flash!".

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Entretanto, Marcos Badalo já deu a sua versão da situação. "Toda a gente sabia as condições contratuais em relação ao pagamento dos honorários, que ficariam dependentes da receita do filme. Não é o primeiro filme em Portugal que se faz assim (...) O filme ficou muito aquém das expectativas, teve uma fraca bilheteira. No entanto, isso não invalida nada do cumprimento do contrato", cita a mesma revista.

"Portugal não está à Venda" estreou em setembro de 2018 e integrou no elenco nomes como Rita Pereira, Pedro Teixeira, Ana Zanatti, Maria Vieira ou São José Correia.

Só contou com seis mil espetadores. As críticas foram muito duras. "Sem dúvida o pior filme português que vi em toda a minha vida", escreveu um leitor no CineCartaz do jornal "Público". "Não me ri vez nenhuma. A mim só me deu vergonha alheia, depois comecei a lacrimejar de tão encarnada que fiquei", disse outro. "É medonho ver isto estrear no cinema tanto tempo depois do Estado Novo mas com o mesmo carinho pela pequenez de espírito que se continua a pensar que o povo tem."

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