Fãs de café, eis um novo spot para conhecer em Lisboa. Chama-se Dramático, fica na zona do Príncipe Real, mas não há drama para quem não gosta do sabor do café de especialidade — aqueles mais amargos, feitos numas máquinas não sei o quê e com uns filtros V que não entendemos —, porque este novo espaço também tem o célebre cappuccino e chás portugueses.

O Dramático foi criado por Ricardo Galésio, de 39 anos, que vem do mundo do design editorial, área na qual trabalhou durante 12 anos até criar o Hello, Kristof, que vendeu em 2020.

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Depois disso criou uma revista própria de turismo, a Wrong Journal, e mais recentemente um espaço para explorar uma das suas paixões, o café, produto que ficou a conhecer melhor num curso de barista que tirou há cerca de sete anos.

O que aprendeu, põe desde 12 abril em prática no Dramático, coffee shop que é um pouco mais do que isso. É um palco para o que se faz lá dentro. "A loja no fundo é muito pequenina, mas tem duas montras gigantescas. Parecem duas telas gigantes que permitem ver tudo o que está lá dentro. Quem está de fora e olha para dentro do Dramático, parece tipo um palco ou ecrã", explica Ricardo.

Dramático
Dramático créditos: Emily Jean

O fundador do espaço — responsável por tudo, desde a imagem, passando pela confeção dos cafés até ao que os acompanha (já lá vamos) — quis, acima de tudo, criar um espaço à semelhança do que desejava que existisse em Lisboa. Como não encontrava, pôs mãos à obra.

"O interesse em café surgiu de viajar. Gosto muito de viajar, e de café, e comecei a aperceber-me que sempre que fazia uma lista de coisas a visitar nas cidades onde ia, era sempre coffee shops. Ou seja, ia de coffee shop em coffee shop e isso fazia com que passasse por bairros e era assim que visitava as cidades", conta o barista.

"Eu queria que o Dramático fosse um sítio em que as pessoas pudessem estar. Como se fosse uma sala de estar. Eu estou aqui, as pessoas vêm cá beber café", refere o proprietário do espaço com dez lugares sentados, acrescentando que o Dramático é "na verdade a coffee shop que gostava de encontrar num sítio que fosse viajar ou viver".

Ricardo Galésio
Ricardo Galésio créditos: Emily Jean

De mês a mês o tipo de café que servido é diferente, o que permite descobrir cafés de todo o mundo sem fazer as viagens que Ricardo teve de fazer para experimentar novas notas aromáticas.

"O objetivo é testar diferentes torrefatores da Europa, com diferentes graus, diferentes origens, para as pessoas poderem provar. Optei por não servir nenhum torrefator portugueses por causa disso. Não há assim tantos, mas alguns já que se conseguem encontrar noutras coffee shops e eu queria que as pessoas, especialmente locais que vivem cá, tivessem acesso a outras coisas boas que se fazem", diz.

Nos dramas também há finais felizes e quem visita o Dramático é certamente isso que vai encontrar, especialmente se não pedir apenas um café.

Dramático

Localização: R. da Alegria 41E, 1250-006 Lisboa
Horário: segunda-feira a sexta-feira das 10h às 17h

Pode ir só para beber café, mas é provável que saia de banana bread na mão

O Dramático assume-se como specialty coffee shop, que é como quem diz um sítio para beber café de especialidade e não para fazer um brunch todo instagramável. Ainda assim, encontrará aqui sempre algo que fica bem na fotografia e ainda melhor no estômago.

Detalhando melhor os cafés, vai encontrar o clássico espresso (1,50€), assim como outras variações de um só shot: macchiato (2€), cortado (2,50€), cappuccino (2,70€), latte (3€) e mocha (3,20€). Nas versões com dois shots de café (quem não a uma segunda-feira?), a lista de opções inclui coisas como o conhecido americano (2€) e um espresso tonic (4,50€), no fundo um "gin mas sem gin, com água tónica. Uma espécie de mazagran", conclui Ricardo.

Existe ainda café de filtro e aqui vamos falar dos tais "V". No caso do Dramático, é servido café de filtro V60 (ângulo de 60 graus, específico para o suporte de filtros, permitindo a passagem de alguns óleos do café para conseguir uma bebida suave e aromática), em  doses de energia de 250 ml (3,50€) ou 500 ml (5,50€) — e é nesta fase que pode escolher a origem do café. Outra alternativa nesta secção é o cold brew (3€). 

Ao contrário do café, os chás são portugueses, da Companhia Portugueza do Chá, e há desde preto (2,70€) a versões como o matcha latte (3,20€).

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Até agora ainda não falámos na comida, mas eis que é dado o momento.

"Tenho opções muito simples, que também dá para pequeno-almoço, não é é um brunch. E gostava que a comida fosse inclusiva, porque já há muita gente vegetariana e vegan", refere Ricardo, que cozinha tudo o que aqui é servido. É o caso da bowl vegan de granola caseira (6,50€), do banana bread sem glúten e sem lactose (3€) e das cookies (2,45€), sendo que estes últimos dois são feitos todos os dias à noite por Rodrigo de modo a irem bem fresquinhos para o Dramático no dia seguinte.

"É incrível porque há pessoas que têm vindo só para buscar ou cookies ou banana bread porque sou eu que faço", refere o polímata.

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