Aquele que, em "Squid Game", foi inicialmente apresentando aos espectadores como o jogador número um dos jogos sádicos e violentos, está agora a sentir os efeitos da popularidade mundial da série na sua vida. Na sua mais recente entrevista, o ator O Yeong-su, 77 anos, abordou a forma como a sua vida tem mudado desde que "Squid Game" se tornou um fenómeno — ultrapassando, em termos de visualizações, outras séries da plataforma como "Bridgerton" ou "La Casa de Papel" — e dos inúmeros contactos que tem recebido.

Nesta fase, o ator sul-coreano explica que tem recebido vários convites para ser o rosto de inúmeras campanhas publicitárias. Apesar disso, tem recusado todas as propostas que lhe têm chegado.

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"Sinto-me como se estivesse a flutuar. Tudo isto [referindo-se à popularidade repentina] faz-me pensar que, nesta fase, tenho de me acalmar, organizar as minhas ideias e restringir-me um bocadinho", começa por dizer em entrevista, citada pelo jornal britânico "The Daily Mail".

"São muitas as pessoas que me têm contactado. Mas como não tenho um agente para me ajudar, é muito difícil para mim ter mãos paro volume de chamadas e mensagens que tenho recebido. A minha filha têm-me ajudado com isso", diz.

Ainda que a carreira de O Yeong-su tenha começado em 1963, só agora está a sentir na pele os efeitos da popularidade associada ao facto de "Squid Game" se ter tornado um fenómeno nos vários países em que a Netflix está disponível. "As coisas mudaram bastante. Até quando vou a um café ou a qualquer lado semelhante, tenho de estar consciente da forma como me apresento aos outros. Tudo isso me tem feito pensar que ser famoso é difícil", continua.

Apesar de fazer parte do fenómeno da Netflix e isso ter contribuído para a sua visibilidade, pelo menos em mercados em que, à partida, não seria, o ator diz não ter grandes ambições para o futuro.

Ator diz não ter "grandes ambições" para o futuro

"Já recebi muita coisa a viver a minha vida e não tenho grandes ambições para o futuro. Agora quero deixar para trás isso tudo. Para simplificar, imaginemos uma flor numa montanha. Quando somos jovens, talvez arranquemos a flor e fiquemos com ela para nós. Mas quando se chega à minha idade, deixamo-la onde está e voltamos ao mesmo local para a ver novamente. Acontece a mesma coisa com a vida, na medida em que quero deixar as coisas tal como elas estão. Não é fácil", conclui.

A popularidade da série foi tal que houve inúmeros espectadores a ligar para o número de telefone que aparece logo no primeiro episódio de "Squid Game" e que, sabemos agora, era real.

Face ao incómodo que isso causou na vida do detentor daquele número, que recebia mais de 4 mil chamadas por dia, a Netflix chegou a acordo com a produtora sul-coreana da série, a Siren Pictures, para que as cenas em questão fossem editadas e o número fosse apagado de qualquer episódio.

Estreada na Netflix a 17 de setembro, continua, à data da publicação deste artigo, na série mais vista da plataforma de streaming em Portugal — à frente de produções como "Tu", ou "Criada".

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