A Academia Portuguesa de Cinema e a plataforma de streaming Netflix anunciaram esta quarta-feira, 14 de julho, uma parceria com o objetivo de promover o trabalho de realizadoras, produtoras e guionistas que estejam envolvidas em longas-metragens portuguesas de ficção e/ou documentário entre 2019 e 2020. As candidaturas abrem a 15 de julho e terminam a 15 de agosto.

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Das obras recebidas, o comité irá selecionar até cinco para exibir na Netflix, a nível mundial. Para além disso, as cineastas irão receber um montante de 15 mil euros. Segundo o regulamento da convocatória, disponível no site oficial da Academia, este valor é separado da parte de licenciamento, cujo montante será acordado entre a Netflix e o portador da licença do filme.

O comité será composto pela atriz Carla Chambel, a guionista Fátima Ribeiro, a gestora de conteúdos da Netflix Portugal e Espanha, Isadora Laban, a guionista e realizadora Tota Alves, e a produtora e jornalista Maria João Seixas, ex-diretora da Cinemateca Portuguesa e antiga vice-presidente do European Film Distribution Office.

Os resultados serão divulgados em outubro no site oficial da Academia. Esta iniciativa pretende dar visibilidade do trabalho de mulheres cineastas e contribuir para terminar com a disparidade de género no setor cinematográfico. Para Carla Chambel, vice-presidente da Academia Portuguesa do Cinema, "numa época em que o movimento feminista tem, finalmente, ocupado espaço nas mais diversas áreas da sociedade, é um orgulho poder dar este passo com a Netflix, no sentido de valorizar o trabalho das cineastas portuguesas", diz a responsável em comunicado.

Iniciativa da RTP "Contado por Mulheres" marca estreia de Daniela Ruah como realizadora

Nesta iniciativa da estação pública, com base em obras literárias, dez cineastas portuguesas estão a realizar telefilmes em dez localidades do Centro de Portugal. As gravações começaram em abril e devem terminar em agosto, sendo que ainda não existem datas de estreia previstas para as produções. No entanto, sabe-se que irão estrear no horário nobre da RTP1, no último trimestre de 2021.

A produtora Ukbar Filmes, no comunicado para a Lusa, revelou que o projeto “Contado para Mulheres”, desafiou "dez realizadoras de várias gerações, que possuem um forte sentido narrativo, com uma grande experiência, ora na representação ora na publicidade" e que “têm merecido grande reconhecimento a nível nacional e internacional em várias áreas”.

Para além das participações das atrizes Anabela Moreira, Cristina Carvalhal, Ana Cunha e Maria João Luís, também Daniela Ruah, que já esteve atrás das câmaras para realizar dois episódios de "Investigação Criminal: Los Angeles", assumiu os comandos da adaptação de “Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito”, inspirada no original de Ondjaki. A produção também contará com a produtora Sofia Teixeira Gomes e as realizadoras Diana Antunes, Fabiana Tavares, Rita Barbosa e Laura Seixas.

As gravações de “Os Vivos, o Morto e o Peixe Frito” decorreram entre 31 de maio e 12 de junho em Torres Vedras. O telefilme retrata o ano de 2006, quando Portugal e Angola se defrontam no Mundial de Futebol. Nesse ambiente conhecemos Mina e JJ, um casal que está à espera do primeiro filho e escolheram o dia do jogo para anunciar a novidade. Os atores Igor Regalla e Soraia Tavares foram os eleitos para assumir os papéis principais.

Além de Torres Vedras, os telefilmes passaram pelos concelhos de Oliveira do Hospital, Guarda, Ovar, Alcobaça, Cantanhede, Covilhã, Miranda do Corvo, Ferreira do Zêzere e Tomar.

“Contando por Mulheres” é um projeto da Ubkar Filmes e da RTP, em coprodução com a polaca Krakow Film Klaster. Esta iniciativa conta com o apoio das respetivas Câmaras Municipais e do Fundo do Turismo e Cinema.

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