“Alimentação escolar em tempos de COVID-19” é o nome do novo guia lançado pela Ordem dos Nutricionistas a pensar já no arranque no novo ano letivo que irá começar entre os dias 14 e 17 de setembro. As medidas estão em linha com as orientações gerais da Direção-Geral de Saúde, mas estão focadas nas cantinas das escola, uma vez que estas representam um foco de transmissão elevado por serem frequentadas por uma grande quantidade de pessoas da comunidade escolar durante um longo período de tempo.

Entre as medidas lançadas pelos profissionais da área da nutrição está a distribuição de alunos e turmas por diferentes horários, o alargamento do período de almoço, a disponibilização de talheres e guardanapos de papel em saquetas individuais, a eliminação de jarros com água, e ainda o desaconselhamento do uso de microondas partilhados, conforme é revelado num comunicado enviado às redações. Quanto ao uso de microondas, "caso se mantenha a sua utilização deve garantir-se a higienização do microondas após cada utilização", esclarece a Ordem.

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O guia lançado pelos nutricionistas estabelece ainda que o distanciamento físico deve ser cumprido, sendo para isso reduzida a capacidade máxima dos refeitórios. Deve também ser promovida a eliminação de toalhas de mesa e dos cestos do pão nas mesas de refeição, bem como de recipientes para tempero (como garrafas de azeite), fornecendo em alternativa doses individuais ou produtos já temperados. Igualmente, as colheres de café e pacotes de açúcar devem, sempre que possível, ser evitados.

O objetivo é que estas indicações sejam implementadas independentemente de os estabelecimentos permanecerem abertos ou ser decretado o seu encerramento, dado que as refeições escolares às crianças não devem ser descuradas, podendo até funcionar em regime de take-away.

“Poderemos passar por um período de grande instabilidade económica e financeira, que se pode traduzir em carência alimentar, pelo que a escola deve ter um papel ativo na identificação e controlo destas situações. Temos a obrigação de, agora mais do que nunca, cuidar das nossas crianças”, refere Alexandra Bento, bastonária da Ordem dos Nutricionistas, em comunicado.

A este respeito, a Ordem refere ainda que sempre que necessário serão disponibilizados cabazes às famílias com uma alimentação semelhante à realizada na escola, devendo ter uma elevada densidade nutricional, razão pela qual é aconselhado que contenham frutas e hortícolas, preferencialmente de maior durabilidade de forma a evitar ao mesmo tempo o desperdício alimentar.

O guia estabelece também que os nutricionistas devem "partilhar com os encarregados de educação sugestões de boas práticas de higiene e segurança dos alimentos a considerar no momento de compra, transporte, armazenamento e preparação dos alimentos".

"Fizemos a nossa a parte, elaborando orientações para auxiliar os nutricionistas na sua prática profissional. Agora esperamos que o Governo faça a sua parte, desenvolvendo uma estratégia para a alimentação escolar nesta fase de pandemia", termina a bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Alexandra Bento.

Conheça o guia completo disponível no site da Ordem dos Nutricionistas.

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