Os pais de crianças a frequentar o 1.º ciclo do ensino básico não ficaram satisfeitos com o ensino à distância, medida necessária e imposta pela chegada do novo coronavírus a Portugal. A informação é de um estudo da DECO, que avaliou os níveis de satisfação de encarregados de educação e alunos em relação ao ano letivo de 19/20.

Com uma amostra de 537 pessoas, que responderam a um questionário online enviado pela associação, os dados obtidos são um espelho dos resultados escolares durante o período do confinamento. De acordo com os resultados, apenas três em cada dez pais ficaram satisfeitos com o ensino em casa, o que corresponde a uma nota de 5,8 (numa escala de um a dez).

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As aulas do Estudo em Casa, vulgo teleescola, acabaram por ter a mesma nota (5,8), enquanto o progresso na aprendizagem dos alunos com o sistema à distância teve um resultado um pouco mais positivo (6,1). O apoio dos professores titulares obteve uma nota de 6,8, em relação aos vídeos gravados pelo docente, e 6,6 nas aulas em videoconferência. O apoio da educação especial é o campo com a nota mais baixa, com 2,5.

A avaliação no que diz respeito às crianças também não foi muito positiva, dado que os pais concordaram que os filhos sentiam muita falta da escola. De acordo com os dados do estudo, 91% dos inquiridos afirmou que os miúdos manifestavam as saudades dos amigos e colegas, 84% que as crianças sentiam falta da escola no geral. Apenas 25% salientou que os alunos estavam felizes com o ensino à distância.

Cerca de metade dos pais (58%) afirmou que a aprendizagem em casa foi mais difícil para os alunos, e 31% disse ter sido fácil para os miúdos concentrarem-se em aulas via videoconferência. Em relação à carga de trabalho, 40% dos pais considerou-a inferior à quantidade normal. No entanto, 81% salientou que os filhos fizeram todas as tarefas propostas.

Existiram várias ferramentas de ensino usadas, com as aulas em videoconferência com o professor titular a serem a maioria (87%). 70% das crianças também recorreram à teleescola, e apenas 21% aos vídeos gravados pelos professores. O computador foi a ferramenta de trabalho mais utilizada (63%), e o smartphone a menos (9%).

Para avaliar a autonomia das crianças neste modo de ensino, a DECO questionou os pais para perceber se os filhos tinham precisado de ajuda para entender a matéria lecionada neste período de ensino à distância. A grande maioria dos inquiridos respondeu de forma positiva, com 72% a afirmar que as crianças tinham precisado da auxílio.

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