Começou apenas como um hobby, mas foi pouco o tempo que levou até se transformar numa coisa séria. A Alameda Turquesa é hoje uma das marcas mais conceituadas a nível nacional e com presença bem marcada no mercado internacional.

Tudo começou em 2012, quando Ana Correia, uma das fundadoras, decidiu criar uma pulseira com pom pons para as filhas. Carolina Santos, cofundadora da marca, e filha de Ana Correia, decidiu, na altura, partilhar o artigo no seu blogue, "TheFrenchFries" (atualmente desativado), e a adesão dos seguidores foi imediata.

Apesar de ser licenciada em arquitetura e de achar que era aquilo que queria fazer para o resto da vida, Carolina Santos sentiu que tinha à sua frente uma oportunidade para se lançar no mercado com uma marca própria. E avançou mesmo. "Nunca pensei em deixar a arquitetura, mas tive de fazer uma escolha. Não sei explicar, mas senti mesmo que a Alameda Turquesa ia ser algo incrível, e quis investir nisso", começa por contar  à MAGG Carolina Santos.

"Todo o meu percurso académico foi feito com o objetivo de ser arquiteta, nunca quis ser outra coisa. Mas acabei por me despedir muito abruptamente para continuar na Alameda Turquesa. Simplesmente acreditei e sabia que era aquilo que eu queria", acrescenta referindo que o facto de ser uma pessoa muito decidida fez com que a atitude não assustasse os mais próximos. "Isso também ajuda muito, sentirmos que as pessoas que nos são mais próximas confiam em nós desta forma", assume a jovem.

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Começaram por produzir colares e pulseiras evoluindo depois para o calçado, que é hoje umas das grandes apostas. Mas atenção porque não estamos a falar de um calçado qualquer. Quem compra umas Alameda Turquesa sente que anda, literalmente, com jóias nos pés. "Desenvolvemos também outras categorias de produtos e iremos continuar a ir até onde a nossa criatividade nos levar. Estamos constantemente a pensar em novos produtos e novos lançamentos."

A irreverência fê-las chegar longe em pouco tempo, sendo já várias as caras conhecidas a nível internacional que usam a marca portuguesa, reconhecida pelos seus pom pons e pérolas que estão presentes em quase todos os artigos. Chiara Ferragni, Anna Dello Russo, Juliana Paes, Irina Shayk, Emma Roberts e Beyoncé são alguns dos nomes que já foram vistos com designs da marca. "É sempre bom vermos pessoas que estão presentes há anos na nossa cultura, na televisão, na música, a usarem as nossas peças, mas sentimos a mesma felicidade quando vemos as nossas clientes".

Contudo, Ana Correia e Carolina Santos continuam a mostrar que não há limite para a criatividade e, em tempos de pandemia, lançaram uma coleção de pantufas que já se tornou icónica. "Nós queríamos umas Alameda Turquesa para andar em casa, que fossem muito quentes, muito confortáveis e que refletissem bem o que é a Alameda Turquesa, a nossa filosofia. O feedback tem sido inacreditável, as pessoas adoram-nas e temos recebido um carinho enorme por as termos desenhado", conta Carolina à MAGG.

Quanto aos tempos que vivemos, a jovem confessa que não sentiu que a pandemia afetasse nem as vendas nem a criatividade. "Sentimos, claro, na nossa vida pessoal, como todos nós, mas não na profissional e somos muito gratos por isso. Tivemos que nos adaptar claro, mas fora essa adaptação, não sentimos qualquer efeito negativo."

Apesar de todo o crescimento, consideram que ainda são uma marca recente e com "um longo caminho pela frente". Mas é inevitável sentir orgulho do caminho percorrido até aqui. "No ano passado, passámos a estar à venda na maior e mais luxuosa loja em Nova Iorque na Saks 5th Avenue. Foi um dos momentos em que percebemos que estamos a conseguir levar a nossa marca mais longe", afirma Carolina.

Foram sempre uma marca mais conhecida no estrangeiro, mas não consideram que o foco esteja no mercado internacional.  "Quando tinha o blogue 'TheFrenchFries", contactava com muitas marcas internacionais, o que foi uma rampa para expandir as nossas peças. Mas a verdade é que o público internacional e as celebridades internacionais partilharam sempre mais as nossas peças. Além disso, a imprensa estrangeira sempre nos apoiou muito.  Isso fez-nos ganhar mais notoriedade internacional desde o primeiro dia", confessa a cofundadora que já viu a marca ser divulgada num artigo da Forbes.

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"Foi uma honra. Ficámos muito felizes e foi muito especial receber esse reconhecimento. É sempre bom sermos reconhecidos por aquilo que fazemos, principalmente no caso da Alameda Turquesa, que é mesmo a nossa paixão e não só um trabalho", confessa.

Quando quer criar novas peças, Carolina foca-se na criatividade que chega no momento. "Nós não temos uma 'inspiração' e eu sempre fui contra as 'inspirações' ou aquilo que elas representam, quer no mundo da arquitetura, quer na moda", explica a jovem. "Inspiração é algo que está cá, não é algo que se procure noutras coisas. Para mim a inspiração é a nossa criatividade e aquilo que nós como mulheres queremos usar, que nós criamos para nós, pode começar com uma cor ou com uma linha", remata a cofundadora da Alameda Turquesa.

Além do calçado e das peças de joalharia, a marca vende ainda roupa e malas com pormenores que as tornam únicas.

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