Neste domingo, a Chanel anunciou que os funcionários das suas fábricas vão começar a fazer máscaras sanitárias e roupas hospitalares assim que as autoridades de saúde francesa aprovarem os protótipos. Ainda não é certo se as máscaras vão ser apenas oferecidas ou também vendidas, mas tudo indica que serão apenas oferecidas a unidades de saúde.

Segundo a "Reuters", citada pelo "The Cut", a área de moda do "The New York Times", a Chanel emitiu um comunicado a dizer que está "a mobilizar a força de trabalho e os parceiros para produzir máscaras e roupas de proteção." Para além disso, a Chanel também doou 1,2 milhões de euros a um fundo de emergência para o sistema público de hospitais e garantiu que não colocaria nenhum dos seus mais de quatro mil funcionários em desemprego temporário, prometendo oito semanas de salário, segundo o "WWD".

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A Chanel junta-se a marcas como a Louis Vuitton, que está a fazer desinfetante para as mãos em três das suas fábricas francesas de cosméticos e fez também uma doação ao serviço de saúde francês, e a Burberry, que está a criar roupas de hospital e máscaras para o NHS (National Health Service).

O ministro da Saúde francês, Olivier Veran, diz que o país utiliza cerca de 40 milhões de máscaras por semana. França já encomendou mil milhões de máscaras, maioritariamente a empresas chinesas, que vão ser fornecidas nas próximas semanas e meses. Ainda assim, Veran disse no domingo que França tem ainda material de reserva para aguentar três semanas.

Dados desta segunda-feira, dia 30 de março, indicam que França tem atualmente 40.174 casos confirmados e 2.606 mortes.