Um dos discursos mais marcantes da cerimónia dos Óscares terá acontecido em 1973, quando Marlon Brando venceu o prémio de Melhor Ator pelo seu desempenho em "O Padrinho" e se recusou a recebê-lo — foi o segundo a rejeitar a estatueta, depois de George C. Scott que ganhou na mesma categoria pela sua interpretação em "Patton".

No lugar de Brando, foi Sacheen Littlefeather ao palco, a atriz e ativista dos Apache pelos direitos dos nativos americanos. A organização deu-lhe apenas 45 segundos para falar, tempo que estava longe de ser suficiente para ler o extenso discurso que o ator tinha preparado. Nele criticava não só a forma como a indústria do cinema tratava esta fatia da população, como também os abusos que pela altura estavam a decorrer na sequência da ocupação de Wounded Knee, levado a cabo pelo Movimento Indígena Americano, e que terminou em repressão e violência. Pode ver o momento neste vídeo.

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No backstage, Littlefeather leu o texto completo para os jornalistas, tendo sido publicado na íntegra pelo jornal americano "The New York Times".

Este é um dos momentos mais emblemáticos que aconteceram no palco da cerimónia dos Óscares, no momento que sucede a abertura do envelope e do anúncio do vencedor. Mas há mais: apelos à igualdade de género, ao reconhecimento dos direitos LGBT, ao fim do racismo. Depois, também há momentos marcantes que nascem do improviso, que estão isentos de mensagens políticas, mas carregados de humor espontâneo. 

A propósito da 92.ª cerimónia que decorreu na madrugada de domingo, 10 de fevereiro, a MAGG reuniu parte de 13 discursos marcantes dos Óscares e criou um quiz. A única coisa que tem de fazer é adivinhar o autor daquelas palavras.

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