É capaz de ser o segredo mais bem guardado de sempre e uma das melhores séries dos últimos anos. Falamos de "The Americans", a série de drama que embora nunca tenha alcançado o reconhecimento merecido — até porque as audiências não deixaram —, conseguiu gerar um nicho de seguidores que a elevaram ao estatuto de culto.

Quando a MAGG pediu a vários especialistas (viciados em séries, leia-se) para elegerem as suas preferidas de 2018, Pedro Boucherie Mendes, diretor da SIC Radical e Diretor de Planeamento Estratégico do grupo Impresa, disse isto sobre "The Americans": "É daquelas que vemos mas não comentamos nos nossos jantares e encontros com amigos porque achamos que mais ninguém a segue." Nuno Markl, humorista e radialista, partilhou da mesma opinião e foi ainda mais longe ao considerá-la a melhor pós-"Breaking Bad".

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"A tensão, as reflexões sobre família e a maneira como rejeita alinhar num universo de heróis e vilões torna tudo tão complexo, inteligente e empolgante. E tem aquela sensação de cerco a apertar de episódio para episódio que torna tudo muito empolgante", explicou. A série, no entanto, é daquelas que arranca já com o final anunciado.

A história foca-se na vida de dois espiões russos, com filhos, que fingem viver o sonho americano nos Estados Unidos enquanto desempenham uma série de missões para tentar fragilizar o governo de Ronald Reagan.

Mas o que começa como uma relação fingida (e que passou da ficção para a vida real) depressa se transforma numa ligação mais profunda e a série evita abordar de forma simplista a questão do herói e do vilão para se focar na dinâmica de uma família destroçada pela luta por uma causa perdida.É que com o colapso iminente da União Soviética, os espectadores sabem de antemão que aquelas personagens têm os dias contados e que, por isso mesmo, não há um final feliz à vista. Mas nem por isso se torna mais fácil aceitar.

O último episódio, é, aliás, das coisas mais brilhantes — e difíceis de digerir — que alguma vez foram feitas em televisão. E chorámos muito. Mas não é o único exemplo. "Aos Olhos da Justiça", da Netflix, que aborda o caso dos cinco miúdos negros que foram condenados, injustamente, por agredir e violar uma mulher. Os cinco miúdos nunca estiveram envolvidos, mas a cor de pele tramou-os. Na década de 80, a tensão racial estava a fervilhar nos EUA e a vítima era branca.

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Ameaçados e coagidos pela polícia, os cinco jovens foram obrigados a admitir um crime que não cometeram. Os depoimentos eram incongruentes, não havia provas e o local do crime estava isento de ADN. No final, foram condenados injustamente e serviram penas entre 6 a 13 anos até o verdadeiro culpado se entregar à polícia em 2001.

É urgente ver esta minissérie da Netflix, mesmo que esteja repleta de momentos, descrições e recriações de acontecimentos muito dolorosos. Mas nunca foi tão importante dar-lhe atenção, no rescaldo dos protestos #BlackLivesMatter que se registaram em todo o mundo, especialmente nos EUA após a morte de George Floyd às mãos de um polícia negro.

Mas há mais. Mostramos-lhe as 12 séries emocionantes que nos fizeram (e ainda fazem) chorar.

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